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sábado, 12 de setembro de 2015

PIB de Pernambuco cai 3,5% após oito anos de resultados positivos





No 2º trimestre de 2015, PIB caiu para R$ 36,8 bi segundo Condepe/Fidem.

Construção civil foi setor mais prejudicado, seguido de óleo, gás e comércio.

Redução de investimentos em grandes obras,
como a da Refinaria Abreu e Lima, favoreceu queda


Após oito anos de resultados positivos, o Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco teve um resultado negativo no segundo trimestre de 2015. O índice teve um recuo de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas Condepe/Fidem.
Para a agência, a queda é grande e mostra que os impactos da crise nacional já estão afetando a economia pernambucana. 

“Constatamos que a crise chegou a Pernambuco com força. O PIB teve uma queda de 3,5% e esta é uma queda muito forte. Desde 2007, quando começamos o novo ciclo de desenvolvimento do estado, não tínhamos um número negativo”, declarou o presidente da Condepe/Fiden, Flávio Figueiredo, lembrando que os investimentos em Suape alavancaram a economia estadual há oito anos.

De acordo com um levantamento da Condepe/Fidem divulgado nesta sexta-feira (11) no Recife, o PIB pernambucano foi de R$ 36,8 bilhões entre abril e maio de 2015. No primeiro trimestre do ano, o resultado também não havia sido animador. Entre janeiro e março, o PIB acabou em R$ 38,3 bilhões, o que representou um acréscimo de apenas 0,6% em relação ao mesmo período de 2014. Com isso, Pernambuco acabou o primeiro semestre de 2015 com um PIB de R$ 75,1 milhões, valor que é 1,1% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

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Após a divulgação dos números, Flávio Figueiredo comentou que o Governo do Estado vê com preocupação esse retorno aos resultados negativos. No entanto, não pode fazer muito para mudar este quadro.  “A situação foge da nossa governança porque está atrelado ao encaminhamento da economia pelo Governo Federal. Dependemos de como o Governo Federal vai conduzir a recuperação econômica”, afirma.

Por isso, o presidente da Condepe/Fidem afirma que é impossível prever se haverá uma recuperação pernambucana até o fim de ano. “Hoje o que a gente vê é um cenário de incerteza na política econômica do Governo Federal. Essa incerteza está fazendo a economia parar e nós estamos a reboque da economia nacional”, declarou.

Mesmo assim, Figueiredo garante que a política econômica estadual não será alterada. Segundo ele, o Governo do Estado vem tentando manter seu programa de investimentos e concordou apenas em “reduzir gastos ruins” para se preservar da crise. Em agosto, o governador Paulo Câmara anunciou o corte de R$ 1 bilhão em despesas até o fim do ano, a fim de manter o equilíbrio das contas públicas.

Setores

O setor de construção civil foi o mais atingido pela crise econômica em Pernambuco no segundo trimestre de 2015. Segundo a Condepe/Fidem, o setor apresentou a maior queda do PIB: 13%. Atrás dele, estão a produção de óleo e gás e o comércio. Apenas a agropecuária consegui manter o crescimento: 7%.

Segundo Figueiredo, a construção civil é a mais prejudicada por causa do desaquecimento do mercado, que, no ano passado, mantinha-se em alta com grandes empreendimentos. “A construção estava muito aquecida. E, quanto maior o patamar, maior a queda. No segundo trimestre de 2014, ainda tínhamos obras na Refinaria [Abreu e Lima] e na fábrica da Fiat. 
Também não havia começado a crise do mercado imobiliário. Mas, neste ano, a desmobilização dessas obras somada ao desaquecimento do mercado gerou uma forte queda”, explica.

Já nas empresas produtivas de óleo e gás, a responsável pela queda dos rendimentos teria sido a crise da Petrobras. “É um reflexo direto da política de investimentos da Petrobras. 

Houve, por exemplo, o cancelamento das encomendas de sondas e a diminuição da construção da segunda etapa da refinaria”, diz o presidente da Condepe/Fidem.
Comércio do Recife estima queda de 60% nas vendas devido à paralisação (Foto: Reprodução 
Segundo a Condepe/Fidem, o comércio apresentou
queda de 8,5% no total Sobre o comércio, Figueiredo explica que a queda mostra que o consumidor brasileiro assumiu uma nova postura diante da crise e está evitando gastos extras. “O único setor que se sustentou foi o de alimentos. Todos os outros caíram, tanto no comércio atacadista e varejista quanto no informal", revela. Mais uma vez, isto seria um reflexo da crise enfrentada pelo país. “Aumenta o desemprego, as pessoas ficam sem recursos para comprar. E quem ficou com medo de perder o emprego começa a consumir menos, para poupar”, lembra Figueiredo.

No total, o PIB do comércio apresentou uma queda de 8,5%, mas houve picos de 10% no comércio atacadista e informal. Na indústria, a retração foi de 5,9%. Na agropecuária, que apresentou o único resultado positivo (7%), o crescimento foi impulsionado sobretudo por itens básicos na alimentação dos brasileiros, como as lavouras de feijão, mandioca e cana-de-açúcar e a produção de leite e ovos.



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