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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Esgoto vai virar energia elétrica em Caruaru


 

Projeto que deve sair do papel até 2016 levanta bandeira do desenvolvimento sustentável e gera energia elétrica a partir de gases que seriam lançados na atmosfera



Imagine o esgoto de toda uma cidade virar energia elétrica? É o que pode acontecer na cidade de Caruaru, no Agreste pernambucano, a 130 km do Recife. O projeto-piloto pretende captar os gases emitidos pelos dejetos em repouso na estação de tratamento do município e, a partir de um deles, gerar um combustível limpo que, comprimido e queimado, gera eletricidade para a rede local.


Fruto de uma parceria entre a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a iniciativa só deve começar a operar em 2016. Ao todo, devem ser gerados quase 75 mil kWh por mês, o suficiente para abastecer, por exemplo, o consumo elétrico de mais de 500 famílias – em residências sem chuveiros elétricos ou condicionadores de ar.


O investimento, de cerca de R$ 4,9 milhões, no entanto, deve ficar restrito ao ambiente da própria Compesa. A energia gerada no modelo deve ser consumida pela própria companhia, o que representará uma economia mensal de até R$ 224 mil. De acordo com o coordenador regional do Agreste Central da empresa, Glauber Rocha, esta será uma forma de dar um fim mais nobre e proveitoso ao material orgânico. “É uma forma de reduzir o impacto ambiental. Além disso, também estamos construindo uma lagoa de aeração que deve elevar de 92% para 97% o nível de oxigênio do material tratado que é devolvido ao Rio Ipojuca até dezembro de 2015”, defende.

A geração de energia ocorre quando os tanques biodigestores recebem o volume de esgoto da cidade – algo em torno de 50 litros por segundo, em cada um dos quatro receptores. Cheios de lodo natural, onde vivem bactérias que se alimentam do material orgânico presente nos dejetos, o local começa a ser palco de uma série de transformações químicas que liberam gases sulfídrico, carbônico e metano. É por meio da instalação de uma manta que capta esses gases – invisíveis e indolores – e de filtros que os separam que é possível comprimir o metano e conduzir a queima, unindo movimento e calor na geração de energia elétrica que é conduzida à rede local. Justamente por depender de volume e movimentação, é no horário noturno, entre 18h e 20h que a geração é mais intensa.







Diario de Pernambuco










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