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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Cachorros seguem carro do IML que levava corpo de dono morto, no PR




Dois cachorros de um mecânico assassinado em um distrito de Assis Chateaubriand, no oeste do Paraná, seguiram o corpo do dono transportado pelo Instituto Médico-Legal (IML) por cerca de 20 km. O repórter cinematográfico Carlos Fernandes dos Anjos registrou parte do trajeto. Nas imagens, é possível ver apenas um dos cachorros, que seguia atrás do carro do IML, enquanto o outro corria atrás do carro da reportagem (assista ao vídeo acima)."A cena emocionou quem estava por ali. Os cachorros pareciam muito fiéis ao dono", disse o cinegrafista. "Eles acompanharam quase todo o trajeto até a saída para a cidade. O maior na frente do nosso carro, que seguia o do IML, e o menor, atrás do nosso. Eles estavam bastante nervosos, não deixavam ninguém se aproximar do corpo e depois foram seguindo, correndo e latindo”, contou.

O mecânico Mauro Batista de Freitas, de 61 anos, foi morto a golpes de machado na tarde de sábado (5), depois de uma pescaria. O suspeito de ter cometido o crime se apresentou à polícia no domingo (6) pela manhã, quando informou onde o corpo estava, no distrito de Terra Nova.No local, os policiais encontraram os dois cachorros ao lado do corpo, que estava caído fora do carro que o mecânico dirigia antes de ser assassinado. Os animais ficaram ao lado do dono por cerca de 20 horas.

O idoso morava sozinho, e familiares de Campo Grande (MS) seguiram até Assis Chateaubriand para providenciar o velório. O corpo foi sepultado na manhã desta segunda-feira (7).

“Conversamos com os parentes para saber o que fariam com os cachorros. Eles eram bastante companheiros do senhor morto. Sempre acompanhavam para todo lugar aonde ele ia. Disseram que provavelmente vão deixar para doação. Até pensei em ficar com um deles. Pessoas me falaram que depois de seguir o carro do IML eles voltaram para o local onde o corpo estava. Mas ainda não voltei lá para ver”, comentou Carlos.

Até o início da tarde desta segunda, o suspeito do assassinato permanecia preso.






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