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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Gerente regional da Compesa revela triste realidade do abastecimento de Gravatá


Perguntado sobre o calendário de abastecimento adotado pela Compesa aos clientes de Gravatá, o gerente informou que devido a baixa no nível dos reservatórios algumas localidades poderão passar até quinze dias sem água.



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O PORTAL GN entrevistou na tarde desta quinta-feira (10) o gerente regional da Compesa, Ricardo Malta. A conversa ocorreu na Estação de Tratamento de Água (ETA) no bairro do Cruzeiro. O representante da Companhia Pernambucana de Saneamento destacou as condições reais de abastecimento de Gravatá, região agreste do Estado.


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Segundo Ricardo Malta, devido ao atual período de estiagem, das quatro adutoras que abastecem a cidade apenas uma está fornecendo água para o município. A barragem do Sítio Brejinho e Clíper encontra-se em situação crítica desde novembro. Para piorar ainda mais a situação, desde junho a Barragem de Jucazinho não fornece mais água para Gravatá.


Ricardo informou que ontem realizou operação de fiscalização na zona rural e com a ajuda do Grupo de Apoio Tático Itinerante (GATI) identificaram ligações clandestinas no sistema adutor de Vertentes localizado em Chã Grande, distante 18 km. O gerente revelou que mais de 15 bombas clandestinas foram identificadas no Riacho Vertentes. Para coibir o uso indevido do manancial, a Compesa em parceria com a Agência Pernambucana de Águas e Climas (APAC) participará de audiência pública com representantes do Ministério Público de Pernambuco no próximo dia 22 de dezembro. Os responsáveis pelas ligações clandestinas serão notificados e responsabilizados pelo infracional.


Perguntado sobre o calendário de abastecimento adotado pela Compesa aos clientes de Gravatá, o gerente informou que devido a baixa no nível dos reservatórios algumas localidades poderão passar até quinze dias sem água. A Compesa possui no município mais de 35 mil clientes. Os canos do sistema adutor de Amaraji estão sendo trocados. A rede que possui canos de 400 mm receberão forço com tubulação de 600 mm, o que representa melhoria de 50% no volume de água tratada na ETA/GRAVATÁ. O investimento na nova tubulação gira na ordem de R$ 3 milhões de reais.
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Apesar possuir aproximadamente 2 milhões de m³ de água, a barragem de Amaraji é relativamente pequena para a demanda de uma cidade do porte de Gravatá. Para se ter noção, o manancial representa apenas ¼ do volume morto da Barragem de Jucazinho.


Aos clientes da Compesa que sofrem com o abastecimento, Ricardo Malta frisa que os que não forem abastecidos dentro de um limite de trinta dias está desobrigado de pagar a fatura com a taxa de serviço cobrada. Para garantir o benefício é necessário ligar para o escritório regional da companhia e requerer a isenção através do número de matrícula descrito na própria fatura. Para os que desejarem comprar um caminhão carregado de água tratada é necessário fazer um agendamento pelo telefone (81) 3533.9870 e pagar na próxima fatura a importância de R$ 107,95 (cento e sete reais e noventa e cinco centavo). O prazo para a entrega de água gira em torno de dois dias.

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Neste período de crise, Ricardo Malta destacou que é necessário economizar água. O gerente alertou que o próximo ano será um dos mais seco das últimas décadas em decorrência dos efetivos do fenômeno El Niño que castiga a região nordeste do Brasil. Não há previsão de chuva regular pelos próximos meses. O gerente da Compesa deve procurar nos próximos dias o Poder Legislativo Municipal para apresentar uma regulamentação contra o desperdício de água tratada.

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