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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A reaproximação de Paulo Câmara e Armando Monteiro





A reaproximação de Paulo Câmara e Armando Monteiro 
Nas eleições de 2010 quando Eduardo Campos disputou a reeleição ao governo de Pernambuco, o PSB teve na sua chapa o então deputado federal Armando Monteiro, que em 2006 contribuiu para a vitória de Eduardo contra Mendonça Filho no segundo turno. Armando disputou o Senado e foi o mais votado na chapa da Frente Popular. Desde que assumiu o mandato no Senado que Armando deu ciência a Eduardo e ao PSB que nutria o desejo de ser governador de Pernambuco.

No final de 2011 o senador foi o primeiro a anunciar que não apoiaria a reeleição do prefeito João da Costa, e em 2012 com a confirmação da candidatura de Geraldo Julio a prefeito do Recife foi um dos primeiros partidos a oficializar o apoio ao PSB. A eleição de 2014 colocou em lados opostos PSB e PTB com a escolha de Paulo Câmara para liderar a Frente Popular rumo ao Palácio do Campo das Princesas.

Na disputa, com a morte de Eduardo Campos, Paulo Câmara subiu nas pesquisas como um foguete e isso desnorteou a candidatura de Armando Monteiro, que acabou derrotada por uma larga margem de votos. Desde o processo eleitoral Paulo Câmara e Armando Monteiro ficaram afastados, porém as circunstâncias políticas fizeram com que o líder socialista e o líder petebista voltassem a dialogar. Após o primeiro ano para lamber as feridas da derrota, Armando volta à cena política do estado, e de acordo com fontes petebistas e socialistas, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e o governador de Pernambuco estão mais afinados do que o grande público imagina.

O governador precisa dialogar com o ministro, que por sua vez precisa manter uma boa sintonia com Pernambuco para fortalecer as parcerias do governo federal. No meio disso uma disputa municipal onde tanto o PSB quanto o PTB querem, antes de tudo, manter as suas principais prefeituras em outubro. Uma relação mais cordial entre Armando e Paulo pode contribuir para que cada partido possa manter seus espaços de poder espalhados por todo o estado.

Esse diálogo não significa que o PTB possa aderir de imediato ao governo Paulo Câmara, muito menos que o PSB possa se aliar ao governo Dilma Rousseff pelas mãos do ministro Armando Monteiro, mas pode diminuir bastante o clima acirrado que ficou consolidado durante e após o processo eleitoral de 2014.

Os desdobramentos desse diálogo podem resultar num primeiro momento em maior agilidade na liberação de recursos do governo federal para Pernambuco, e também em melhor relação entre o governo do estado com as prefeituras comandadas pelo PTB. E passado o processo eleitoral de 2016, pode ser que o PTB de Armando volte a integrar a Frente Popular, com isso o petebista voltaria a ficar em evidência para tentar a reeleição para o Senado. Tudo isso pode não passar de uma mera teoria da conspiração, mas Armando e Paulo têm conversado, e onde há fumaça, há fogo!




Edymar Lira




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