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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Acerolândia, a Disney da acerola no coração de Paudalho


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Depois de ser introduzir a acerola no Brasil em uma plantação no Recife, pesquisadores da UFRPE auxiliaram o primeiro cultivo extensivo da fruta no país, em 1976, dessa vez, na cidade de Paudalho. O terreno de 40 hectares, às margens do km 86 da BR-408, pertencia a Alcindo Lins Lacerda, que viajou para as Antilhas com os estudiosos da Universidade e, de lá, também trouxe sementes. Ali nascia a Acerolândia, hoje uma espécie de ponto de parada obrigatória para quem visita a região. Com lanchonete, museu, e espaços de convivência e recreação, a empresa já se prepara para passar à terceira geração da família Lacerda.


A primeira plantação não deu muito certo porque faltava o manejo, o espaçamento correto entre as mudas, esse tipo de orientação. Ela foi dada pelos pesquisadores, que já conheciam a planta e a mantinham na universidade”, lembra a atual dona da Acerolândia, Nádia Lacerda, filha do precursor, falecido em 2014. “Foi no final da década de 1980 que a fruta se popularizou, porque começou a se falar muito dos benefícios da vitamina C. Sabe-se que ela tem mais de 1,5g dessa substância. Enviamos mudas e sementes para quase todos os estados do Brasil e até para outros países da América do Sul. Atualmente, 20% do nosso terreno é plantado. O resto é dividido entre frangos de corte e a mata de preservação ambiental.”

camila satiro acerolandia

A plantação passou a contemplar outras atividades no início dos anos 1990, quando passou a ser, de fato, chamada de Acerolândia e a vender polpas, geleias e doces de acerola, além de sorvete e picolés com mel de engenho. A jornalista Camila Sátiro, 30, lembra bem das guloseimas que comeu naquela década. “Para muita gente elas têm um ‘gostinho de infância’ porque os pais levavam os filhos dizendo para tomar o ‘picolé que cura‘. O meu fazia isso sempre que pegávamos a BR-408 e eu achava o máximo. A tradição, inclusive, continua. Já fiz isso com minha filha pequena e vou fazer com meu bebê, quando ele crescer”, conta.

A cura é lembrada pelos pais porque, mesmo depois de aquecida para a preparação das receitas, a acerola ainda pode guardar 400mg de vitamina C, mais que o triplo presente em uma laranja in natura. Em média, 6 mil picolés de acerola são vendidos por Nádia mensalmente. De polpa, sai uma tonelada. As geleias e os doces deixaram de ser fabricadas no ano passado, mas estarão de volta às prateleiras no segundo semestre de 2016. É também quando um passeio dentro da mata até uma espécie de mirante será disponibilizado aos visitantes.


Para os paudalhenses, um endereço é sempre melhor explicado quando se diz se é “antes ou depois da Acerolândia”. Localizada entre dois retornos na BR-408, a loja continua mantendo uma espécie de tradição em ser ponto de paradas mesmo depois da duplicação da via, em 2014. Além dos viajantes, grupos de motociclistas e ciclistas são assíduos – o balcão está repleto de adesivos dos motoclubes. O motorista Jecimar Andrade, 21, participa de um grupo de ciclistas que vai de Aldeia, em Camaragibe, até a Acerolândia e depois retorna. “Saímos às 6h45 e chegamos às 11h15, percorrendo mais de 40km. Na volta, são mais 30km, por um caminho mais objetivo. Nosso grupo faz isso a cada dois meses”, detalha enquanto se alimenta na lanchonete para se preparar para a volta.



No saguão da Acerolândia, estão expostos raízes de pé de acerola e de pitomba, bem como quatro placas de madeiras, feitas a partir de jaqueiras derrubadas para a construção da BR-408. “Derrubaram tantas dessas árvores sem nenhum tipo de preocupação em compensá-las que nós decidimos deixar esse registro aqui”, explica Nádia Lacerda.




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