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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Conta de luz pode ficar 10% mais barata este ano



Principal fator de influência sobre esses cálculos são as chuvas 


A conta de luz pode ser reduzida em 10% a partir de fevereiro, conforme indicam as projeções para o preço da energia elétrica em 2016. As informações são do jornal "Folha de S. Paulo", desta quinta-feira (7/1).
A geração de energia poderia começar a ficar mais barata logo no segundo mês do ano, de acordo com as previsões feitas pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Segundo a "Folha", os cálculos indicam que todas as usinas termelétricas, que produzem eletricidade mais cara, poderão ser desligadas no próximo mês, com a exceção das nucleares –por questões técnicas elas não podem parar de funcionar– e de algumas no Nordeste. 

Como consequência, a cor da bandeira tarifária (encargo adicional que encarece a conta de luz) poderia mudar para verde a partir do próximo mês. Essa alteração anularia o encargo adicional que é cobrado hoje. 

Atualmente, a cor da bandeira é vermelha, que eleva o custo para o consumidor em R$ 45 por MWh (megawatt-hora). Essa arrecadação extra é direcionada para o pagamento das térmicas.


Isso ajudou a encarecer a conta de luz que, de um modo geral, subiu 51,3% nos 12 meses encerrados em novembro, segundo o IBGE. 

Segundo a "Folha" apurou, no entanto, o alívio no bolso dos consumidores não deve ser imediato: o impacto tende a ser gradual, ao longo do primeiro semestre.
As projeções feitas pela CCEE estabelecem estimativas para o valor do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), que define o valor máximo do custo da geração.
 

Em 2015, o PLD deve ficar em média a R$ 30 por MWh, o valor mínimo. Apenas para o Nordeste o valor não atinge o piso –a média fica em R$ 100 por MWh.
O principal fator de influência sobre esses cálculos são as chuvas. 

A CCEE fez também uma segunda projeção, baseada na pior hidrologia já registrada. Mesmo assim, a bandeira verde poderia ser adotada a partir de abril.
Até então, a bandeira amarela, que adiciona um encargo intermediário, de R$ 25 por MWh, deveria estar em vigor. 

Nesse caso, a redução média seria de 4%. A mudança de cores, que só poderá ser feita após as projeções serem confirmadas e aprovadas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) e pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), seria a primeira desde quando o sistema das bandeiras passou a ser calculado, há dois anos.
A cor da bandeira de fevereiro deverá ser decidida pela Aneel em 29 de janeiro.  



Jornal Brasil





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