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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Sem receber salários desde novembro, funcionários fecham emergência do Hospital Maria Lucinda



Atraso nos repasses de verbas, tanto da Prefeitura do Recife quanto do governo estadual, é justificativa dada pela direção da unidade

Quem precisou de atendimento no Hospital Maria Lucinda, no Parnamirim, Zona Norte do Recife, encontrou as portas das emergências pediátrica e ortopédica fechadas nesta terça-feira. 

Com salários atrasados desde novembro do ano passado, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem cruzaram os braços, em protesto. Segundo a própria equipe, cerca de 50 crianças devem ficar sem atendimento. 


O atraso nos repasses de verbas, tanto da Prefeitura do Recife quanto do governo estadual, é a justificativa dada à equipe pela direção da unidade para o não pagamento dos salários. Um repasse de R$ 1,5 milhão prometido na última sexta-feira – que só daria para pagar parte das dívidas com os funcionários – não foi realizado e a interrupção do serviço foi o meio encontrado para protestar. 


Segundo a pediatra Lissandra Pinto de Moura, desde junho de 2015 começou a haver problemas no pagamento dos salários, que passaram a ser depositados em duas parte, uma no começo e uma no final do mês. A situação chegou ao colapso em novembro, quando ela só recebeu 50% do salário mensal, que até agora não foi regularizado. 


“Quem não tem outros empregos, sobretudo o pessoal de serviços gerais, fica em uma situação ainda mais complicada. Precisam pagar aluguel, sustentar a casa, comer. Tem um casal que trabalha lá, são os dois salários que sustentam a casa, nenhum deles recebeu”, explica a pediatra, que não aceita a a crise econômica como justificativa. “Não adianta dizer que não tem dinheiro e fazer um carnaval como vai ser feito. Se estamos em crise, vamos dar prioridade ao que é prioridade”, critica. 


Atraso no pagamento dos salários não é único problemaAlém do não pagamento dos salários desde novembro, a equipe do Hospital Maria Lucinda ainda encara outros problemas, sobretudo de estrutura e condições de trabalho. Segundo a pediatra Lissandra Pinto de Moura, uma reforma iniciada há dois anos fechou a ala pediátrica da emergência, que passou a compartilhar a ala ortopédica. 


“Eram dois consultórios e agora dividimos. Dentro da sala da pediatra são dois birôs, dos médicos atendendo ao mesmo tempo, duas crianças chorando, duas mães”, denuncia a médica, que ainda relata outros problemas como: ar-condicionado quebrado, falta de manutenção e término do plantão noturno. “Antes a população podia chegar 24 horas que teria atendimento e há um ano houve uma redução da equipe e acabaram com o plantão noturno”, disse. 


Diario procurou a Prefeitura do Recife e o governo do estado, que se comprometeram a apurar as denúncias mas até a publicação dessa matéria não haviam respondido. 


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