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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Em greve há um mês, servidores do Detran-PE mantêm paralisação por tempo indeterminado


Greve começou no início de março, já considerada ilegal. Todos os serviços estão suspensos




Provas práticas estão suspensas / Foto: Hélia Scheppa/Acervo JC Imagem


Os servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) decidiram, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (4), manter a greve da categoria por tempo indeterminado. A paralisação já dura um mês.

Segundo o sindicato que representa os trabalhadores, todos os serviços continuam suspensos. Alguns atendimentos ainda eram realizados nos primeiros dias de mobilização, mas foram completamente paralisados na semana passada. O órgão afirmou que vai analisar caso a caso quando a greve acabar.
Não há negociação prevista com o Governo de Pernambuco, que afirma que o diálogo só será aberto com o fim da greve.


Antes mesmo de começar, no dia 4 de março, o movimento foi considerado ilegal. A Justiça determinou que, se a ordem para retomar o serviço não fosse cumprida, o sindicato teria que pagar uma multa diária de R$ 80 mil - inicialmente era de R$ 30 mil, mas o valor aumentou posteriormente.


REIVINDICAÇÕES - A categoria tem três reivindicações principais. Os servidores reclamam que nenhum reajuste salarial foi dado no ano passado e afirmam ter perdas de mais de 30% nos últimos dez anos. "Há novas taxas, acrescentando R$ 200 milhões à receita e dizem que não têm dinheiro para repor as perdas dos trabalhadores", reclamou o presidente do sindicato, Alexandre Bulhões, no início da greve.
A conta não bate com a do Detran-PE, no entanto, que afirma que, no mesmo período, houve um acréscimo de 88% acima da inflação. O presidente do órgão, Charles Ribeiro, ressaltou que, devido à crise, a manutenção dos salários, sem reajustes, segue uma tendência de todos os setores do Estado.


Os trabalhadores se queixam ainda sobre o plano de cargos e carreiras. Os servidores reconhecem que o acordo de reclassificar 366 deles foi cumprido no fim do ano passado, mas se queixam que não houve, até agora, o pagamento dos valores retroativos a março. 
A última reivindicação é sobre o plano de saúde. De acordo com o presidente do sindicato, o edital para contratar a empresa deveria ter sido lançado em agosto do ano passado, mas isso não foi feito até agora.



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