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sexta-feira, 1 de abril de 2016

GVT sai de cena e dá lugar à Vivo


 

Até o próximo dia 15, a Telefônica Vivo, nova proprietária da marca, assumirá o controle dos serviços de internet, TV e telefone

Unificação das marcas  também permitirá à Vivo atender mais cidades com os planos de banda larga física, diz diretor regional da Vivo no Nordeste, Renato Pontual / Foto: Elza Fiuza/Divulgação


A partir de hoje, o cliente terá que começar a se acostumar mais com o nome Vivo e menos com a marca GVT. Até o próximo dia 15, a Telefônica Vivo fará a adoção da marca “Vivo” como a única para serviços de telefonia fixa, banda larga e TV paga, unindo ao seu portfólio de internet e telefonia móvel. A marca GVT deixará de ser utilizada oficialmente em todo o País.
De acordo com o diretor regional da Vivo no Nordeste, Renato Pontual, a expectativa da empresa é que a compra gere um retorno de R$ 23 bilhões, acima dos R$ 12 bilhões esperados inicialmente. “Esse é o fruto de um trabalho conjunto dos 150 executivos das duas empresas. Fizemos uma força-tarefa que nos permitiu ampliar as possibilidades de negócios dessa fusão”, avalia.


Para o cliente, o que muda inicialmente é que ele passará a ter um portfólio unificado 3P (telefonia fixa, banda larga e TV paga) nacional e integrado. “A partir desse mês serão oferecidos benefícios cruzados com descontos na mensalidade. O cliente passará a contar com toda rede de atendimento das lojas físicas da Vivo pelo Brasil”, conta Pontual. No Nordeste, 15 lojas próprias e 25 revendas participam do cross selling – sendo três lojas e três revendas só no Recife.
Os atuais contratos da GVT serão respeitados, inclusive nos valores. Só mudam os nomes, que perdem a referência da antiga empresa. “No momento de renovar, o cliente pode optar por permanecer com o mesmo plano ou trocar por uma das novas ofertas, com desconto e sem precisar pagar qualquer multa”, afirma o gerente da divisão de marketing da Vivo, Sérgio Falcão. 

A unificação também permitirá à Vivo atender mais cidades com os planos de banda larga física, para além do que já fazia a GVT. “Existe uma grande vantagem em termos de capilaridade de fibra. A cobertura Vivo já é bem ampla e podemos usar esse backbone instalado para levar internet fixa para mais cidades”, explica o executivo. Atualmente, são atendidos oito municípios: Camaragibe, Caruaru, Gravatá, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Recife e Vitória de Santo Antão. Mais um será incluído até o fim do ano.

Contratos - Os atuais clientes da banda larga GVT terão seus contratos mantidos na mudança para Vivo. Mas passando para os novos contratos, eles também estarão sujeitos ao limite mensal de consumo de dados estabelecido pela empresa.

Essa limitação diz que, uma vez que o cliente tenha consumido uma determinada quantidade de dados, que de acordo com o plano pode variar entre 10 Gb e 130 Gb, poderá ter o serviço suspenso até o próximo mês ou se adquirir um pacote extra de dados.

“Essa limitação também existe no contrato da GVT, só não está sendo aplicada. Mas na medida que os cliente migrarem para a Vivo também estarão sujeitos à essa limitação”, esclarece diretor regional da Vivo no Nordeste, Renato Pontual. 

Essa prática já existe na telefonia móvel e em outras empresas do setor. “É uma questão de permitir ao usuário que consome menos dados por mês poder pagar um preço mais baixo. Quem estourar esse limite, pode pagar a mais por isso e continuar usando”, completa o executivo.

Consumidor - De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), essa cobrança das operadoras é legítima, e está prevista na resolução de número 632 do Regimento Geral de Diretos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), desde que os clientes sejam alertados e possam acompanhar o consumo dos dados em tempo real.

O Instituto de Defesa do Consumidor quer coibir essa prática, e acionou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, para notificar não só a Vivo, como a Net e a Oi pedindo esclarecimentos sobre criação de franquia de dados em planos de banda larga.
De acordo com o pesquisador em Telecomunicações do Idec, Rafael Zanatta, as empresas não podem usar da franquia de dados como um instrumento para precificar o consumo e segmentar a capacidade de compra.




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