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domingo, 17 de abril de 2016

Sport perde para o Campinense nos pênaltis e é eliminado da Copa do Nordeste


RANIERY SOARES/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A exceção dos torcedores mais fanáticos, talvez não haverá um rubro-negro que avaliará como injusta a desclassificação do Sport para o Campinense, neste domingo, pela semifinais da Copa do Nordeste. Mais uma vez, apresentando um futebol extremamente pragmático, sem força, sem criatividade e sem qualidade, o time de Paulo Roberto Falcão se portou como um time pequeno, longe das tradições do Sport. A conta um dia chegaria. Chegou. Incompetência durante os noventa minutos, com a derrota por 1 a 0. 

Incompetência turbinada na disputa dos pênaltis, com Renê, Luiz Antônio e Jhonathan Goiano desperdiçando suas cobranças e nova derrota por 3 a 1 (apenas Diego Souza fez). Magrão, acionado nos minutos finais apenas para as penalidades, chegou a pegar uma cobrança (Tiago Sala), mas dessa vez, o milagre não veio. 

Classificação justa do Campinense, que pela segunda vez elimina o Sport de uma Copa do Nordeste. A primeira foi em 2013. Na decisão, os paraibanos enfrentam o Santa Cruz. Ao Leão, resta juntar os cacos, perceber seus erros, e focar a semifinal do Pernambucano, quando terá pela frente outro algoz recente: o Salgueiro.


Para a partida, o técnico Paulo Roberto Falcão fez o que se esperava e, sem contar com Durval e Rithely, ambos suspensos pelo terceiro cartão amarelo, mandou a campo a sua formação de segurança com três volantes, com a qual o Sport ainda não havia perdido na temporada. Assim, Ronaldo mais recuado e Luiz Antônio, mais avançado, fizeram companhia a Serginho no meio de campo, com Diego Souza atuando como “falso nove”, no ataque. A precaução tinha um motivo. Afinal, bastava sair de campo sem sofrer gols para o rubro-negro pernambucano voltar de Campina Grande classificado.


Pelo resultado do primeiro tempo, Falcão pode até falar que a estratégia deu certo. Afinal, as duas equipes desceram para o vestiário com o placar em branco. Porém, isso não quer dizer que o Sport não passou sustos. Apesar da etapa ter sido fraca tecnicamente, o que era melhor para o Leão, o Campinense, sempre com mais posse de bola, por duas vezes chegou com perigo à meta de Danilo Fernandes, em chutes de fora da área do atacante Rodrigão, principal jogador da Raposa e que retornava após cumprir suspensão. O primeiro, logo aos 40 segundos de jogo. Faltavam aos donos da casa paciência e maior qualidade técnica.


MARLON COSTA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO


Porém, o maior problema do Sport foi a completa inoperância ofensiva. Como atacante, Diego Souza ficou completamente isolado, com Lenis e Mark Gonzalez produzindo pouco pelas pontas e Luiz Antônio sem conseguir cumprir o papel de criação. Sem velocidade e qualidade para armar contra-ataques, por diversas vezes, cabia a jogadores como Serginho e por vezes Henriquez tentar ligações diretas via lançamentos. Sem qualidade para tal, quase sempre as tentativas eram improdutivas. Assim, o goleiro Glédson foi um mero espectador. 


Segundo tempo


No retorno para a etapa final, o técnico do Campinense, Francisco Diá, resolveu reforçar o ataque com a entrada de Adalgiso Pitbull. Pelo lado do Sport, nenhuma mudança. Assim, o cenário também não se alterou, com os donos da casa tendo a posse de bola, mas sem poder de penetração. Já o Sport, conseguiu assustar na primeira vez que conseguiu puxar rápido um contra-ataque, com Diego Souza, livre, cabeceando para fora, aos quatro minutos.
Porém, a cada minuto, o Campinense aumentava a sua pressão sobre extremamente recuado Sport. A consequência da postura das duas equipes, enfim, deu resultado aos16 minutos, com Rodrigão completado cruzamento por trás da defesa leonina para abrir o placar. Logo após o merecido gol dos paraibanos, Falcão buscou, enfim, dar alguma força ofensiva a sua equipe sacando Lenis (mais uma vez apagado) para a entrada de Johnathan Goiano. 


Menos pela mudança e mais pela necessidade, o Sport, enfim, saiu para o jogo. Já o Campinense não diminuiu o ritmo, o que destravou a partida. Aos 32 minutos, em mais uma tentativa de fôlego ofensivo, Falcão colocou Vinícius Araújo em campo na vaga do também apagado Mark Gonzalez. Aberto, e com cada time em busca de um gol para a classificação, o jogo passou a ficar emocionante, sem direito a erros. Cada equipe ainda teria uma grande chances, mas nenhuma redes seria balançada. 


Aos 46 minutos, Magrão entrou na vaga de Danilo Fernandes para a disputa de pênaltis. Dessa vez, nem ele salvou. 


Ficha do jogo


Campinense 1 (3)Glédson; Negretti, Joécio, Tiago Sala e Danilo; Fernando Pires, Magno, Felipe Ramon (Adalgiso Pitbull) e Roger Gaúcho (Chapinha); Rodrigão e Raul (Jussimar). Técnico: Francisco Diá.


Sport 0 (1)Danilo Fernandes (Magrão); Samuel Xavier, Henriquez, Matheus Ferraz e Renê; Ronaldo, Serginho, Luiz Antônio, Mark Gonzalez (Vinícius Araújo) e Lenis (Johnathan Goiano); Diego Souza. Técnico: Paulo Roberto Falcão.


Local: Estádio Amigão, em Campina Grande (PB). Árbitro: Charles Hebert Ferreira (AL). Assistentes: Rodrigo Guimarães Pereira e Eric Nunes Costa (ambos de SE). Gols: Rodrigão (16 min do 2º) Cartões amarelos: Lenis, Luiz Antônio, Samuel Xavier (S), Roger Gaúcho, Tiago Sala (C ). Nos pênaltis (Pelo Sport: Diego Souza converteu, enquanto Renê, Luiz Antônio e Jonhatan Goiano. Pelo Campinene Chapinha. Jussimar e Joécio converteram, Tiago Sala, perdeu).


Pe.Superesporte



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