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sábado, 11 de junho de 2016

ALERTA: As estratégias das faculdades piratas





Instituições fraudulentas atraem vítimas por meio de publicidades que não chamam a atenção da Justiça
Carros de som, faixas, divulgações em rádios da cidade e panfletos. São os meios que as faculdades envolvidas na CPI instaurada pela Alepe estão usando para divulgar propagandas enganosas sobre cursos de graduação. A denúncia é do MPF. Após a conclusão das investigações, nos sites das instituições, já não há mais ofertas irregulares. Por telefone, os estabelecimentos de ensino negam as ilegalidades.


O procurador da República do MPF em Caruaru, Luiz Antônio Miranda, afirmou que, após a CPI, os responsáveis pelas instituições estão mais cautelosos. 


“Propagandas  estão sendo feitas nas ruas, outdoor e rádios pelo Interior”, afirmou Miranda.


Relatora da CPI, a deputada Teresa Leitão confirmou a informação do MPF. “Eles estão buscando outros meios para atrair novos alunos. Querem continuar com a fraude. A situação é grave. Tiraram a propaganda enganosa da internet. E se você ligar vão alegar que não estão ofertando mais a tal graduação fraudulenta”, destacou.  Ontem, a Folha de Pernambuco entrou em contato com as 16 instituições investigadas pela CPI da Alepe. A maioria delas garantiu que não oferece cursos superiores sem possuir o credenciamento do MEC nem ministram cursos de extensão com diploma. 


Prejuízos 


Enquanto aguarda uma definição judicial sobre o tempo e dinheiro investido, Camila Cristina da Silva, 37 anos, optou por ingressar em uma instituição para cursar Administração. Desta vez, teve o cuidado de conferir se a gradução está autorizada pelo Ministério da Educação (MEC). “Vivi um sonho. Cursei três anos. Tempo e dinheiro perdidos”, lamentou.   Camila estudou na Fadire, em São Caetano, no Agreste.  Perdeu mais de R$ 7 mil. 


Suspensão


Com sede em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, a Fadire sofrerá penalidades drásticas, segundo o MEC. “Já foi publicado no Diário Oficial o processo administrativo com penalidades e pedido de medida cautelar para suspensão do vestibular”, adiantou o secretário de Regulação e Supervisão do MEC, Maurício Romão. 



Folha PE




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