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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Brasileiro cria programa que pode revolucionar o uso do Instagram





Um estudante de 21 anos da Universidade de São Paulo criou um programa que pode revolucionar a forma como usamos o Instagram. Graduando em Ciências da Computação e natural de Bauru, no interior paulista, Gabriel Giancristofaro desenvolveu um algoritmo que avalia se as imagens e textos da rede social são positivas ou negativas.


Para entender melhor a importância da invenção, ela é capaz de, por exemplo, analisar o nível de aceitação do público em relação a um determinado assunto. Dessa forma, empresas do mundo todo poderão realizar estudos detalhados para saber como suas postagens na rede social estão afetando seus seguidores.


Além da função corporativa, o algoritmo ainda pode identificar até mesmo usuários com sinais de depressão e que possam cometer suicídio. Tudo de acordo com os comentários publicados na rede social e analisados pela máquina.


Segundo conta, a ideia de desenvolver o serviço surgiu enquanto estudava por intercâmbio na California State Polytechnic University. Lá, precisou realizar uma pesquisa sobre o nível de aceitação do público em relação ao departamento de trânsito local.


Reprodução


Visto que o processo que envolvia a filtragem dos comentários era demasiado trabalhoso, o jovem decidiu que seria uma boa ideia criar um método mais eficiente.  “Todo o trabalho era feito manualmente e assim surgiu a ideia de criar um modo capaz de obter os dados da rede social e classificá-los automaticamente”, explica.Os resultados ajudaram o departamento de trânsito a encontrar problemas em seus serviços, como pode ser visto na imagem abaixo em que um usuário reclama dos erros ortográficos de uma placa.


Reprodução

O planejamento e construção da invenção começou já no final de fevereiro deste ano, mas até o momento não está completamente finalizado. Contudo, o algoritmo já apresenta resultados e inclusive foi premiado na universidade norte-americana.


Apesar de aparentar ser um promissor sucesso, o universitário ainda não recebeu nenhum contato do Facebook ou do Instagram para discutir a invenção. No entanto, uma empresa privada, a qual ele preferiu não revelar o nome, já entrou em contato com ele para conversar sobre a aplicação.



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