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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Mulher é presa sob suspeita de fraude em teste físico do concurso da PM



PM


Uma mulher de 23 anos foi detida, na terça-feira (5), no Recife, sob suspeita de tentar fraudar o teste de aptidão física do concurso da Polícia Militar. Ela tentou se passar por uma candidata de 25 anos. De acordo com a PM, a acusada confessou que receberia R$ 6 mil ao fim do teste. Ela estava usando a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em nome da outra.

Foi por meio de uma denúncia anônima que o Batalhão de Policiamento de Guarda da PM conseguiu descobrir a farsa. A mulher foi detida às 9h30, antes de completar a etapa do certame no campus da Universidade de Pernambuco (UPE), em Santo Amaro, área central da capital pernambucana.

A mulher é natural do Ceará e a candidata vive em Serra Talhada, no Sertão pernambucano. A suspeita foi levada para a delegacia da Macaxeira, Zona Norte do Recife.

Na delegacia, ela foi ouvida e liberada. Os documentos foram encaminhados para a perícia. “Ela contou que um rapaz a viu numa academia de ginástica lá no Ceará e fez o convite. Todas as despesas como passagem e hospedagem foram pagas e ela receberia o dinheiro ao voltar para o Ceará caso passasse no teste”, detalhou o delegado Erivaldo Guerra, responsável pelo caso.

A mulher que a teria contratado também será ouvida pelo delegado. “Como ela mora no interior eu ainda vou chamá-la”. Caso seja condenada, Erivaldo Guerra ainda acredita que a suposta impostora responderá em liberdade. “A lei prevê de 1 a 5 anos de prisão, mas como ela é ré primária acredito que cumprirá pena alternativa”, completou. Ela foi enquadrada pelos crimes de uso de documentos falsos, falsidade ideológica e falsa identidade.

Mais fraude

No dia 29 de maio, a Polícia Civil de Pernambuco descobriu um grande esquema de fraude das provas escritas do concurso da PM. De acordo com a corporação, a quadrilha tentou burlar o certame com a utilização de pontos eletrônicos para repassar gabaritos a uma pessoa que estava do lado de fora do prédio onde a prova era realizada. O grupo planejava atuar tanto na capital como no interior do estado. Ao todo, 13 pessoas foram presas, incluindo professores, candidatos e o líder do esquema.

De acordo com o diretor metropolitano da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Amaral, os professores fizeram as provas relativas às suas matérias e, faltando 15 minutos para o fim do tempo estipulado, saíram e entregaram os gabaritos para o líder, que estava dentro de um carro, em local não divulgado, no Recife.

Segundo o policial, o concurso não foi prejudicado, pois os agentes prenderam o cabeça da operação antes que pudesse repassar os gabaritos aos candidatos que seriam beneficiados com a fraude. Amaral acrescentou que a regra que estipula que os candidatos só podem deixar os locais de prova faltando 15 minutos para o fim, foi criada, justamente, para pegar esse grupo que já vinha sendo investigado.

Disputa

Com mais de 121 mil inscritos – cerca de 80 candidatos concorrendo a uma única vaga – este concurso da Polícia Militar é tido como um dos maiores já vistos no estado. Eles disputam as 1.500 vagas disponíveis.
A relação de candidatos por vaga é quase o triplo do número de concorrentes a uma vaga do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2014. Na época, havia 30,2 candidatos disputando uma das vagas no curso da universidade.


Fonte Pernambuco Conectado





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