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sábado, 1 de outubro de 2016

Outubro Rosa acende alerta contra o câncer de mama



Pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que haverá 57.960 novos casos da doença no Brasil em 2016. No Pará, serão 830 registros a mais neste ano.


Todo ano, no mês de outubro, o mundo inteiro se volta para o rosa com a intenção de lembrar sobre a prevenção do câncer de mama. A campanha Outubro Rosa busca relembrar a população da importância dos exames que detectam o tumor em estágios iniciais. Com isso, é possível aumentar as chances de cura e reduzir as mortes causadas pela doença.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo todo, depois do câncer de pele não melanoma. Representa cerca de 25% de todos os casos novos de câncer. São 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o Instituto nacinal do Câncer (Inca) estima 57.960 casos novos em 2016. O Pará deve registrar 830 novos casos em 2016, sendo 410 em Belém.

O acesso à informação e a prevenção são as principais armas contra a doença. O câncer de mama é uma doença grave, mas quando é diagnosticada precocemente as chances de cura podem chegar a 95%. "O acesso à informação e a prevenção são as principais armas contra a doença. As mulheres precisam saber que é a mamografia que, na maioria das vezes, permite que a doença seja diagnosticada no estágio inicial, quando as chances de cura são maiores. Mas se o tumor estiver avançado, essas chances podem cair para menos de 5%", alerta o mastologista Fábio Botelho. O diagnóstico tardio, ainda predominante no Brasil, aumenta muito a gravidade da doença e os índices de mortalidade.
Maria do Socorro Lopes Lima admite que não dava importância aos exames preventivos e passou cinco anos sem fazer as mamografias anuais recomendadas. “Eu me dedicava muito ao trabalho e não priorizava minha saúde. A médica pedia os exames e eu sempre deixava para depois e não fazia. Ainda tenho todas as requisições de exames guardadas”, conta.

Em abril de 2014, quando finalmente fez a mamografia por insistência da médica, descobriu um câncer de mama em estágio avançado. “Se eu tivesse demorado mais alguns meses para descobrir a doença, talvez não houvesse mais chances de cura. Vi na expressão dos médicos que era uma situação grave, com risco de vida”, lembra Socorro.

Ainda em tratamento, Socorro garante que agora prioriza a saúde. “Sigo à risca todo o tratamento e aconselho as pessoas a fazer os exames e seguir as recomendações médicas”, garante.
Risco - O câncer é uma doença que resulta da interação entre fatores ambientais e genéticos do indivíduo. Entretanto, uma parcela pequena dos tumores malignos são considerados hereditários (até 10%). A maioria está relacionada à exposição a fatores ambientais (tabagismo, obesidade, infecções, exposição solar sem proteção, consumo de álcool etc).

Mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas de câncer de mama. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge. Outros fatores de risco são menstruação precoce, menopausa tardia, reposição hormonal, colesterol alto e obesidade. Mulheres que nunca tiveram filhos têm mais chances de ter câncer de mama por não terem amamentado.

Prevenção - A adoção de hábitos saudáveis, como uma boa alimentação e exercícios físicos regulares, representa o que os especialistas chamam de prevenção primária, que pode evitar alguns tipos de câncer.
No caso do câncer de mama, é extremamente importante também a chamada Prevenção Secundária, que assegura o diagnóstico precoce. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que toda mulher, a partir dos 40 anos, faça a mamografia, nas duas mamas, anualmente. A mamografia é o exame capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda está na fase inicial.

A consulta com o especialista, independentemente de aparecer qualquer sinal, também deve ser anual. Nem toda alteração nas mamas é câncer. A maioria das alterações é benigna, mas é fundamental que a mulher procure o médico para esclarecer qualquer alteração na mama, por menor que seja. "É importante saber que ter um câncer de mama não significa morrer com câncer de mama. Para isso, as mulheres precisam se prevenir", conclui o Fábio Botelho.

Além do exame clínico e da mamografia, que são os mais importantes, o autoexame também deve ser feito pelas mulheres dessa faixa etária, uma vez por mês.



Fonte Timbauba Agora


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