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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Serviços básicos estão prejudicados em Gameleira, reclamam moradores



Habitantes do município dizem que motivo é a não reeleição da prefeita.Falta de merenda, salários atrasados e obras paradas são alguns problemas.

Obras que começaram no período eleitoral estão paradas na cidade de Gameleira, segundo moradores (Foto: Reprodução/TV Globo)

Apesar de o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado estarem atentos aos municípios onde os prefeitos perderam a eleição para que não deixem de prestar alguns serviços básicos para a comunidade, moradores de municípios pernambucanos reclamam que algumas interrupções vêm acontecendo. Habitantes de Gameleira,na Zona da Mata Sul de Pernambuco, denunciam o fechamento de postos de saúde, falta de merenda escolar, salários atrasados e obras paradas. 


A prefeita de Gameleira, Ieda Augusta (PDT), tentou a reeleição, mas não conseguiu, pois ficou em segundo lugar. Segundo moradores da cidade, que tem quase 30 mil habitantes, alguns serviços na cidade pioraram por conta dessa derrota nas urnas.

No bairro Nova Gameleira, o posto de saúde foi fechado. No hospital da cidade, faltam médicos: apenas um atende nas terças-feiras. O resultado disso é a longa espera dos pacientes. O que também tem revoltado os moradores do município são os problemas na educação: eles se queixam da situação de abandono das escolas que estão sujas, além de faltar água e merenda para os alunos. “Não tem nem água nem lanche”, conta o estudante César Ferreira da Silva.

Por volta das 9h da terça-feira (18), estudantes voltaram para casa porque estavam sem aula. “Os alunos estão largando cedo porque não tem merenda. Até os bujões da escola foram tirados porque não há merenda”, diz a professora Maria Marta da Silva.

Os funcionários da limpeza e as merendeiras reclamam que estão com os salários atrasados. “Nós vamos para a escola, assinamos o ponto e ficamos lá, mas não fazemos nada. Só ficamos três horas e voltamos para casa. Isso é porque a gente estar sem receber. Como é que a gente vai trabalhar se a gente não recebe?”, questiona a funcionária pública Maria Laurêncio da Silva.

Os professores contratados falaram que também estão sem receber salário. “Temos cinco meses para receber: dois deste ano e três do passado. Ela disse que pagaria e a alguns, de fato, ela pagou, mas com base em qual princípio eu não sei. Ela pagou a quem bem entendeu”, afirmou o funcionário público José Arruda do Nascimento.



Fonte G1 Pernambuco

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