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domingo, 20 de novembro de 2016

De Chã Grande, PE produz cachaça orgânica internacionalmente premiada



cachaça orgânica

Quando se fala em produtos orgânicos, via de regra a primeira coisa que se pensa é em produtos in natura, alface, macaxeira, banana. Mas existe até cachaça orgânica e aqui mesmo em Pernambuco.
O engenho onde essa cachaça é produzida fica na Zona da Mata, a 82 quilômetros do Recife, em Chã Grande. A cidade com vocação econômica para a agricultura tem como principal produto o chuchu. Mas vem recebendo muitos visitantes interessados na produção da cachaça orgânica.

O militar reformado Moacir Eustáquio da Silva é dono do Engenho Sanhaçu e idealizador da cachaça que leva o mesmo nome. Há 20 anos, quando ele saiu de Boa Viagem, o único desejo dele era viver em contato com a natureza. “Quando vim pra cá, queria sair da situação do urbano, onde tudo é poluição. Queria viver na natureza. 

Portanto não interessava trazer poluição  pra cá ou seja químicos, adubo químico, veneno. Eu já sabia que era possível produzir sem nada disso. Apenas com a natureza”, conta.

Depois de uma experiência cultivando hortaliças e comercializando em feiras de produtos orgânicos surgiu a ideia de produzir cachaça. “A cachaça surgiu da necessidade do meu segundo filho que decidiu ficar comigo. Apesar de ser engenheiro mecânico, ele preferiu ficar na terra trabalhando com ecologia. Então a gente teve a ideia de fazer alguma coisa que fosse mais duradoura e tivesse mais valor agregado. A ideia foi fazer o que a gente gosta. A gente sempre gostou de beber uma cachacinha. E partimos para o empreendimento.  Buscamos certificação, fazer cursos em Minas Gerais de como produzir cachaça. 
Começamos a plantar cana e comprar equipamentos. De forma que, em 2006, a fábrica estava instalada, a cana plantada e começamos a moagem. Dois anos depois começamos a comercializar porque a cachaça fica 2 anos para poder ficar agradável ao paladar”, explica.

Reaproveitamento

No Engenho Sanhaçu, tudo é reaproveitado desde o bagaço que alimenta as caldeiras e serve de adubo para o solo, até a luz do sol que é captada em placas e se transforma em energia elétrica para suprir a demanda da propriedade. Por ano, seu Moacir produz 16 mil litros de cachaça a Freijó, a Carvalho e a Umburana, diferenciadas a partir da madeira do barril em que foram armazenadas. A Sanhaçu está em quarto lugar no ranking das melhores cachaças do mundo e em três anos ganhou nove prêmios, inclusive na China e na Alemanha. Os preços das bebidas variam de R$ 13,00 a R$ 115,00.

“A produção não podemos dizer que é grande. Tem gente produzindo milhões de litros. Produzimos apenas 16 mil litros/ano. É uma coisa pequena para nossa escala. Sabemos que quantidade e qualidade têm que se contrabalançar. Se a gente aumentar muito a quantidade com certeza a qualidade vai cair. Temos limite. Não queremos crescer demais”, afirma o empresário pernambucano.


Fonte A Voz da Vitória


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