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domingo, 12 de novembro de 2017

Gols nos acréscimos rebaixam Náutico e Santa Cruz à Série C do Brasileiro




Santa Cruz perde para o Boa Esporte por 4 a 2 e vitória do Guarani decreta rebaixamento


No confronto dos desesperados, equipe coral levou um passeio do Boa Esporte



O Santa Cruz não não teve forças para bater o limitado Boa Esporte, neste sábado, em Varginha. No jogo dos desesperados, de duas equipes que brigavam contra o rebaixamento, pior para os tricolores. Mais uma vez, o time coral mostrou toda a sua limitação técnica diante de um adversário direto. A derrota por 4 a 2, no Estádio Dilzon Melo, foi o primeiro passo para rebaixar o time pernambucano à Série C. O segundo e decisivo foi dado logo depois, com o encerramento de Guarani 2 a 1 CRB. Matematicamente, a equipe não tem mais chances de permanência na Série B.



As duas equipes entraram em campo com um só objetivo: vencer. Um tropeço, mesmo que fosse o empate, poderia ser desastroso na luta contra o rebaixamento. Assim, a partida foi aberta desde o apito inicial. O Santa Cruz jogava a vida. E viveu uma encruzilhada. O time não poderia arriscar tudo ofensivamente e abrir a retaguarda para não ser surpreendido. Mas, as limitações técnicas corais acabaram trabalhando contra. Na primeira jogada em velocidade do Boa Esporte, aos 12 minutos, Rodolfo invadiu a àrea tricolor e foi derrubado, infantilmente, por Wellington Cézar. Pênalti. O próprio Rodolfo cobrou com categoria e abriu o placar. 1 a 0.

O gol do time mineiro no início do jogo era tudo que o Santa Cruz não queria. Mas, a reação coral não demorou. Aos 15 minutos, depois de uma cobraça de escanteio, a zaga do Boa cortou errado e Ricardo Bueno pegou a sobra, na entrada da área. O chute saiu mascado, a bola desviou em dois jogadores para entrar chorando no gol adversário. 

O empate relâmpago foi importante para equilibrar as ações. Apesar da maior posse de bola dos mineiros, as chances ofensivas não foram tão claras. A melhor aconteceu aos 31 minutos, quando Geandro arriscou chute de fora da área e a bola passou raspando a trave de Julio Cesar. As oportunidades do Boa surgiam sempre pelo lado direito defensivo do Santa Cruz, nas costas do lateral Walber. Alí estava a avenida para os ataques da equipe de Varginha. 

MAIS GOLS
Tanto que, no retorno para o segundo tempo, o técnico Marcelo Martelotte sacou Walber e colocou o volante Derley, improvisado, na lateral. A ideia era melhorar a marcação naquele setor. Surtiu efeito? Óbio que não. Nos primeiros minutos até que Derley segurou a subidas do atacante Reis. Porém, com o passar do tempo, o posicionamento retrancado do time coral, acabou facilitando as coisas para o adversário. 

Trabalhando sempre na velocidade de Reis, o Boa foi crescendo no jogo. Aos 18 minutos, Rodolfo recebe na entrada da área, gira em cima de Anderson Salles e chuta, colocado, no canto esquerdo de Julio Cesar para fazer um bonito gol. 2 a 1. O Santa Cruz sentiu o golpe. Quatro minutos depois, como já tinha acontecido nos dois últimos jogos, o árbitro da partida marcou um pênalti inexistente. Rodolfo foi cruzar a bola e chutou no peito do zagueiro Guilherme Mattis. O árbitro paranaense Paulo Roberto Alves Júnior marcou a penalidade. O próprio Rodolfo bateu para ampliar. 3 a 1. 

A partir daí, o Santa Cruz se desencontrou em campo. Martelotte até tentou dar novo fôlego. Colocou Grafite no lugar de Bruno Paulo e o zagueiro Bruno Silva na vaga de Yuri. Pouco depois, porém, o Tricolor sofreu o quatro gol. Aos 34 minutos, Paulinho arrisca de fora da área, Julio Cesar espalma e Wesley pega o rebote, dribla o goleiro e faz o quarto gol mineiro. Juntando os cacos, os corais saíram para o jogo. Grafite, aos 37 minutos, diminuiu o marcador, depois de uma boa jogada ofensiva, e tocou na saída do goleiro. Mas já era tarde demais.



Náutico volta a cometer velhos erros, perde para o Londrina e está oficialmente rebaixado


Falhas na defesa levaram à derrota que decretou a queda do Timbu à Série C

Ricardo Fernandes/DP

A Série C é uma realidade para o Náutico. A derrota por 2 a 1 para o Londrina neste sábado, na Arena de Pernambuco, apenas oficializou matematicamente o rebaixamento do Timbu. O jogo foi um retrato da campanha alvirrubra na Série B, com erros defensivos em momentos decisivos da partida comprometendo todo o esforço da equipe durante os 90 minutos. Aos 46 minutos do segundo tempo, Germano, cobrando pênalti, decretou o destino do clube.


Como prometido, o técnico Roberto Fernandes levou a campo uma equipe modificada em relação ao jogo anterior, mesmo tendo todo o elenco à disposição. Ele deu chances a jogadores como o zagueiro Rafael Miranda e o meia Cal Rodrigues, que devem ser aproveitados na próxima temporada. O próprio treinador havia ressaltado o favor motivação para esta partida. O time entrou em campo praticamente rebaixado, mas ele queria ver ânimo dos atletas dentro das quatro linhas.

E o que se viu na beira do gramado foi um Roberto Fernandes mais agitado que o normal, cobrando bastante dos jogadores. Talvez na tentativa de dar essa motivação aos atletas. E o que se viu em campo, no primeiro tempo, foi um Náutico correndo, até mais organizado que em outras oportunidades. Uma equipe que jogava e deixava jogar. Oportunidades de abrir o placar não faltaram ao Timbu, principalmente, com a dupla Dico (o melhor da equipe na etapa) e William. Autor de três no clássico com o Santa Cruz, o camisa 9 não estava tão afiado desta vez, desperdiçando todas as chances.

O Londrina aderiu ao jogo aberto do Náutico e tentava impor o seu ritmo. Teve mais posse de bola e assim como o Timbu criou suas chances de gol. O goleiro Jefferson apareceu bem, evitando enquanto foi possível que o adversário saísse na frente. Foi assim até os 42 minutos. Numa cena que aconteceu inúmeras vezes nesta Série B, após tanto pressionar, o Alvirrubro sofreu o gol já no fim do primeiro tempo, numa jogada em que a defesa deu espaço demais para o atacante Carlos Henrique. Com liberdade e tempo, finalizou bem, sem dar chance desta vez ao camisa 1 alvirrubro.
Segundo tempo

O Náutico voltou modificado para a etapa final. Cal Rodrigues não conseguiu contribuir para o time e foi substituído por Bruno Mota. Num dia em que não conseguiu acertar nada, William deu lugar ao prata da casa Gerônimo. O Timbu voltou mais presente no ataque, mas o gol de empate veio mesmo numa cobrança de falta e de um jogador inesperado. O zagueiro Aislan bateu muito bem na bola, vencendo a barreira e o goleiro César. 

O Londrina se encolheu e não mostrou o mesmo desempenho da etapa anterior. O Náutico, por sua vez, cresceu, com Gerônimo dando mais dinâmica ao time, muitas vezes, vindo buscar a bola no meio campo. Se era dedicação que Roberto Fernandes tanto queria, pode-se dizer que não faltou ao atletas alvirrubros. Já qualidade técnica… na maioria dos lances ficou clara a limitação do elenco, que voltou a criar muitas chances, mas pecava nas finalizações.

Da metade para o final, o jogo voltou a ficar aberto, com o Náutico bastante exposto na defesa. O Londrina voltou a criar chances e Jefferson apareceu bem, salvando o Timbu. Sem nada a perder, o Timbu se lançou ao ataque por completo, porém, voltou a esbarrar nas limitações e nas falhas da defesa. Já nos acréscimos, aos 46, Aislan cometeu um pênalti bobo em Artur. Germano cobrou e deu a vitória aos visitantes. Vontade, não faltou, faltou qualidade técnica mesmo.

Ficha do jogo

Náutico

Jefferson; David, Aislan, Rafael Ribeiro e Ávila; Amaral, Renan Paulino e Cal Rodrigues (Bruno Mota); Rafinha, William (Gerônimo) e Dico (Leílson). Técnico: Roberto Fernandes.
Londrina

César; Lucas Ramon, Dirceu, Edson Silva e Ayrton; Germano, Bidía (Ítalo) e Jardel (Safira); Negueba, Artur e Carlos Henrique (Marcinho). Técnico: Cláudio Tencati

Local: Arena de Pernambuco
Gols: Carlos Henrique (ao 42 min do 1°T); Aislan (aos 5 min do 2°T); Germano (aos 46 min do 2°T).
Cartões amarelos: Rafinha (N); Ayrton (L).
Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS)
Assistentes: Lúcio Beiersdorf Flor e Leirson Peng Martins (ambos do RS)
Público: 1.120.



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