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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

PF realiza operação na Casa Militar do Governo de Pernambuco e na antiga Vice-Governadoria


Ação conta ainda com equipes do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU)



Polícia Federal realiza operação no Palácio do Governo de Pernambuco

A Polícia Federal de Pernambuco deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), uma operação no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco, e na Vice-Governadoria, na avenida Cruz Cabugá. A “Operação Torrentes” é realizada junto com a Controladoria-Geral da União e da Procuradoria da República de Pernambuco e visa desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco.

Também são realizadas ações em outros pontos do Recife e Região Metropolitana, como o Edifício Estevão II, 1735, na Avenida José Augusto Moreira, no bairro de Casa Caiada, em Olinda, e o edifício Saint Albert, 180, no bairro da Torre, no Recife. São cumpridos 71 mandados judiciais, sendo 36 de busca e apreensão, 15 de prisão temporária e 20 de condução coercitiva em Pernambuco (19) e no Pará (1). Foi determinado ainda o sequestro e a indisponibilidade dos bens dos principais investigados.

Todos os presos serão levados para a sede da Polícia Federal em Pernambuco, no Cais do Apolo, onde serão interrogados. Dependendo do grau de envolvimento, eles responderão por crimes como peculato, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e associação criminosa.

De acordo com a PF, a investigação teve início no ano de 2016, a partir de um relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União com relação aos gastos efetuados pela Casa Militar da ordem de R$ 450 milhões que lhe foram repassados pela União na denominada “Operação Reconstrução”, para assistência às vítimas das enchentes que devastaram diversos municípios da Mata Sul de Pernambuco em junho de 2010.

Naquela ocasião verificou-se que a depender do objeto licitado, funcionários da Secretaria da Casa Militar direcionavam os contratos a diversos grupos empresariais em troca de contrapartidas financeiras. Também foram verificados indícios de superfaturamentos e inexecução de contratos recentemente firmados pela Secretaria da Casa Militar com recursos públicos federais para a “Operação Prontidão”, que visava a reestruturação dos municípios da Mata Sul atingidos pelas chuvas torrenciais ocorridas em maio deste ano.

Participam da operação 120 policiais federais dos estados de Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Rondônia, Alagoas, Maranhão, Rio Grande do Norte, Roraima, Amapá e Sergipe, além de 25 servidores da Controladoria-Geral da União-CGU, distribuídas entre 44 equipes. O nome Torrentes faz alusão as enchentes que devastaram diversos municípios da Mata Sul de Pernambuco.



Fonte Folha PE

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