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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Ex-governador Miguel Arraes terá nome no Livro dos Heróis da Pátria


Ele será inscrito na relação de homens e mulheres que se destacaram na defesa da liberdade do país



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Ocupando pela primeira vez o Palácio do Planalto, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, assinará duas leis, uma que modifica o prazo de licença paternidade para militares e a outra que inscreve o nome do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes (1916-2005) no Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria. No período em que estiver na Presidência da República, Toffoli também vai assinar a recondução de Henrique Ávila para o Conselho Nacional de Justiça.
Em decorrência da viagem de Temer ao exterior e como o cargo de vice-presidente está vago, a primeira pessoa da linha sucessória no país é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o segundo, o do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Porém, a legislação eleitoral impede a candidatura de ocupantes de cargos no Executivo nos seis meses que antecedem as eleições. Se Maia ou Eunício assumissem a Presidência da República, ficariam inelegíveis e não poderiam disputar as eleições de outubro.
Livro
Em julho, quando substituiu Temer na Presidência, a ministra Cármen Lúcia sancionou lei em que inseriu mais quatro nomes no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Na ocasião, foram incluídos Maria Quitéria de Jesus Medeiros, Sóror Joana Angélica de Jesus, Maria Felipa de Oliveira e João Francisco de Oliveira (João das Botas), que participaram da Independência da Bahia.
O livro é feito de aço e reúne os nomes de homens e mulheres que se destacaram na defesa da liberdade do país. A publicação se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Toda vez que um novo nome é gravado em suas laudas de metal juntamente com sua respectiva biografia, uma cerimônia in memoriam ao homenageado é realizada.
Miguel Arraes
Nascido no Ceará em 1916, Miguel Arraes de Alencar exerceu sua vida pública em Pernambuco. Foi prefeito do Recife de 1960 a 1962, quando se elegeu governador. Foi deposto do posto pelo golpe militar de 1964 e levado preso para Fernando de Noronha, onde permaneceu por 11 meses.
Em 1965, partiu para o exílio, fixando-se na Argélia. Retornou ao Brasil em 1979, após a Lei da Anistia. Na sua chegada ao Recife, fez comício histórico para 50 mil pessoas em Santo Amaro. Elegeu-se deputado federal em 1982 e, em 1986, foi novamente eleito governador. Em 1994, aos 78 anos de idade, tornou-se governador pela terceira vez.
Perdeu a reeleição em 1998 para Jarbas Vasconcelos. Em 2002 torna-se o deputado federal mais votado na sua última disputa eleitoral. Faleceu no dia 13 de julho de 2005. Em 2008 foi criado o Instituto Miguel Arraes com o objetivo de preservar a memória do político.



Fonte OP9


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