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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Paulo e Armando disputam proposta do 13º do Bolsa Família


Benefício seria pago pelo Governo do Estado a cerca de um milhão de pernambucanos


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Depois de brigarem pelo espólio do ex-presidente Lula (PT) e empurrarem um para o outro o apoio de Michel Temer, os candidatos ao Governo de Pernambuco e adversários Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB), agora, disputam uma mesma proposta de governo. É que ambos prometeram, se eleitos, pagar o 13º para inscritos no Bolsa Família. Em pleno ano eleitoral, a proposição tem caráter populista. Cerca de um milhão de pernambucanos seriam beneficiados.
A iniciativa foi anunciada pelo governador Paulo Câmara na última terça-feira (28), nos minutos finais do debate entre candidatos, em uma rádio local. Segundo ele, apesar do Bolsa Família ser administrado pelo Governo Federal, o recurso seria pago com verbas dos cofres do Estado. Atualmente o benefício varia de R$ 89 a R$ 205, distribuído a pessoas em situação de pobreza ou extrema pobreza. O programa foi criado no governo de Lula.
Nesta quinta-feira (30), o senador Armando Monteiro também anunciou a proposta. De acordo com Armando, a medida seria para proteger as camadas mais vulneráveis da população e viria aliada à ampliação do Chapéu de Palha, programa que marcou a gestão do ex-governador socialista Miguel Arraes, na década de 1980.
Segundo o petebista, o Chapéu, criado para dar renda extra a trabalhadores rurais, teve o orçamento e o número de beneficiários reduzidos nos últimos anos. “Para estimular a geração de emprego e renda, vamos reduzir a carga tributária sobre as mais de 100 mil micro e pequenas empresas em funcionamento hoje no Estado, diminuindo a informalidade”, acrescentou o senador, em nota.
No Facebook, Paulo Câmara reagiu ao anúncio do concorrente e publicou nesta quinta-feira uma imagem em que afirma que Armando Monteiro copiou a sua proposta. Na postagem, ele aponta que lançou o pagamento do 13º aos inscritos do Bolsa Família primeiro, na última terça, enquanto o petebista anunciou a medida somente nesta quinta-feira.
Procurado, o senador informou, por meio da assessoria de imprensa, que não houve cópia. Citando o fato de ter sido relator, em 2001, da lei que estabeleceu o fundo de combate à pobreza, que financia o Bolsa Família, Armando disse que o importante não é saber quem anunciou primeiro.
“Até porque a proposta não é inédita e já existe, por exemplo, aqui do lado, na Paraíba. O importante é a garantia do benefício para as pessoas, principalmente porque a extrema pobreza cresceu em Pernambuco 19% no ano passado, acima da média do Nordeste e do Brasil. E também saber que Armando honra seus compromissos, diferente de Paulo, que só promete e não cumpre, como fez com as propostas de dobrar os salários dos professores e construir quatro hospitais e seis UPAs, só para citar algumas”, destacou Armando, em nota.
Há dois dias os candidatos protagonizaram uma bate-rebate sobre Temer. Em entrevista a uma rádio local, o emedebista disse que Paulo, que é vice-presidente nacional do PSB, o apoiou porque o partido foi favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma. Temer disse ainda que o afastamento de Paulo da sua gestão seria um movimento eleitoral. 
Minutos depois, a equipe do governador ligou para a rádio e reafirmou que foi perseguido pelo governo de Temer, que teria travados créditos a Pernambuco. Para ele, Temer tentou confundir a população pernambucana. Por fim, relacionou o palanque de Armando ao Governo Federal. O petebista, por sua vez, reforçou o discurso de Temer contra Paulo.


Fonte OP9


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