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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Depois de oito anos, Transposição recebe licença de operação


Documento fornecido pelo Ibama autoriza, oficialmente, o funcionamento do sistema de entrega de água no Nordeste



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Depois de oito anos de atraso em seu cronograma original, o primeiro eixo da Transposição do São Francisco finalmente recebeu licença de operação, documento fornecido pelo Ibama que autoriza, oficialmente, o funcionamento do sistema de entrega de água no Nordeste.
A licença de operação (LO) foi concedida para o chamado “eixo leste” da transposição, rede que começa na barragem de Itaparica, no município de Floresta (PE) e avança por 217 quilômetros, cortando municípios do interior de Pernambuco e Paraíba.
Desde o início do ano passado, a transposição passou por diversos atos oficiais de “inauguração” de seus trechos, envolvendo visitas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e do presidente Michel Temer. Em termos práticos, porém, todas as operações parciais realizadas até agora na transposição do São Francisco se resumiam a testes da estrutura. O funcionamento efetivo só é permitido após a emissão da licença de operação.
A autorização foi dada após avaliação de uma série de programas ambientais de monitoramento da qualidade da água, conservação de fauna e flora, fornecimento de água e apoio técnico para pequenas atividades de irrigação. A estrutura é formada por estações de captação e bombeamento de água, canais de concreto armado em leito natural, aquedutos, túneis, reservatórios intermediários e linhas de transmissão. A obra deve levar água para cerca de 4,5 milhões de pessoas em 168 municípios.
As obras da transposição tiveram início em 2007. A previsão original era que ficassem prontas em 2010, mas o atraso tomou conta de todo o empreendimento, que acabou envolvido em acusações de superfaturamento e falhas de projeto. A previsão original era de que a obra custaria R$ 4,5 bilhões. Até o ano passado, os investimentos já passavam de R$ 8,2 bilhões.
O eixo leste é a parte menor no projeto. O governo ainda trabalha na conclusão do chamado “eixo norte”. A calha de 477 quilômetros de extensão está em fase de construção e, segundo informações do Ministério da Integração, pode ser concluída ainda neste ano.
Em fevereiro, foi acionada a estação de bombeamento de tomada de água desse eixo, no município de Cabrobó (PE). A água, que segue pela calha por gravidade, tem avançado para os reservatórios e estações elevatórias seguintes. No eixo norte, avançará em direção ao Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Neste segundo eixo, o projeto deve beneficiar cerca de 7,1 milhões de habitantes de 223 municípios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Fonte Op9


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