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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Tecnologia made in Paraíba inibe roubos da Gangue da Marcha à Ré


Em Campina Grande, sistema de segurança inventado por um engenheiro faz sucesso entre comerciantes que tentam se proteger da Gangue da Marcha à Ré







Sem tempo para esperar uma reação das autoridades locais, comerciantes de Campina Grande, na Paraíba, arrumaram um jeito de brecar o assédio da temida Gangue da Marcha à Ré. Com medo de virar alvo fácil dos criminosos que usam carros em marcha à ré para estourar portões, um grupo de lojistas adotou um sistema inédito de segurança, criado por um engenheiro da cidade.
No início das investidas, o centro comercial começou a registrar a multiplicação de pinos  de ferro nas calçadas, instalados com cimento, mas a tática recebeu sinal vermelho da Prefeitura de Campina Grande. O município proíbe a instalação de artefatos e objetos fixos em calçadas por entender que eles atrapalham a circulação de pedestres. Com as vitrines expostas madrugada adentro, os comerciantes ainda amargaram a chegada das multas aplicadas pela prefeitura.
Foi quando o engenheiro Morrandas Mendonça chegou na frente e engatou uma ideia que parece ter resolvido o impasse, já que ela permite reforçar a proteção das lojas sem infringir as leis locais. Após testes de impacto e de engenharia, ele inventou e patenteou um sistema de barreiras retráteis, que ficam submersas sob a calçada durante o dia e podem ser elevadas à noite. “Isso evita que os comerciantes sejam multados porque as barreiras ficam enterradas a maior parte do tempo e não atrapalham a circulação das pessoas”, explica Mendonça, que usou um caminhão para testar a resistência da sua invenção aos impactos.
Durante o horário comercial, os tubos de ferro, com altura média de 80 centímetros e estrutura oca, ficam escondidos em buracos no chão, que são fechados por tampas de metal. Ao final do expediente, quando o movimento é reduzido, as barreiras são elevadas manualmente e ficam suspensas com a ajuda de uma trava de ferro e cadeados.

Tairone Lima, gerente de uma loja de roupas no Centro, calculou um prejuízo de R$ 100 mil nas duas vezes em que o lugar foi alvo dos criminosos. Na última invasão noturna, três adolescentes usaram um carro para arrombar a loja e passaram menos de três minutos nela. O trio saiu de lá com o dinheiro que estava no caixa e com guarda-roupa renovado por dezenas de calças e camisas do estoque.
O gerente diz que a empresa não pensou duas vezes ao adotar o sistema inventado pelo engenheiro de Campina Grande. A calçada do estabelecimento agora é encastelada por cinco pinos de ferro retráteis. “Foi um alívio. A gente não aguentava mais”, desabafou.


A poucos metros da loja gerenciada por Tairone, na Rua Maciel Pinheiro, Fernanda Souza, gerente de uma loja de telefones, preferiu adotar um sistema híbrido para evitar a invasão de uma gangue sobre rodas. Em vez de usar artefatos ocos, achou por bem cercar a vitrine com quatro pedaços de ferro maciços, que pesam 16 quilos, cada.
Quando a loja está aberta, em vez de ficarem “enterradas” sob a calçada, as barreiras robustas são colocadas em um cantinho do salão de atendimento. Encerrado o expediente, o funcionário mais disposto do dia trata de carregá-las de volta para a frente do estabelecimento e encaixá-las em suportes na calçada. “Se eles vierem de novo, desta vez vão ter trabalho pra entrar”.




Fonte Op9


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