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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

PF e CPRH divergem sobre origem de caixas misteriosas no estado


Pacotes semelhantes foram encontrados em seis estados do Nordeste e até mesmo em Portugal






ários objetos estranhos têm sido encontrados ao longo do litoral pernambucano. Já se tem registro nas praias de Mangue Seco, em Igarassu, Maria Farinha e Janga, em Paulista, Bairro Novo, em Olinda, Piedade, Candeias e Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, Gaibú e Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, e em Ipojuca. De acordo com a Polícia Federal (PF), responsável por investigar o caso, as caixas misteriosas podem ser compostas de borracha natural. O recolhimento dos pacotes, ainda segundo a PF, está sob responsabilidade das prefeituras das cidades onde são encontradas. Ao todo, foram recuperados 15 unidades, pesando 100kg cada.
A Polícia Federal ainda não teve acesso ao material encontrado. No entanto, tem a colaboração de prefeituras e Ibama para que as caixas sejam transportadas até os investigadores. A possibilidade do envio de agentes para o recolhimento de amostras do exemplar não foi descartada. “Ainda não tivemos acesso a esse tipo de material, estão sendo feitas gestões junto às prefeituras e Ibama para que a gente possa viabilizar que essas caixas venham para cá ou saber se a gente vai mandar nossa equipe de perícia”, adiantou Giovani Santoro, chefe de comunicação da Polícia Federal.
Produtos similares também foram encontrados em outros cinco estados do Nordeste. Na Paraíba, já passaram por uma perícia e foi constatado que, de fato, se trata de borracha natural que estaria sendo exportada para a confecção de pneus. A PF espera que o mesmo se repita com as caixas achadas em Pernambuco. “Esse tipo de material já passou pela nossa perícia técnica na Paraíba e foi constatado que  se trata de um material de borracha natural que estava sendo exportada para a confecção de pneus. Então pode se tratar do mesmo caso aqui em Pernambuco”, completou Giovani Santoro.
A Polícia Federal agora busca localizar os responsáveis e verificar se houve alguma transgressão da lei de forma intencional. Conforme informou a PF, os materiais precisam ser destruídos e o trabalho fica a cargo das prefeituras das cidades em que as caixas foram achadas.
Saiba mais na reportagem de Jaqueline Bandeira, da TV Clube, uma emissora do Sistema Opinião
O que diz a CPRH
A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) divulgou uma nota, através da Diretoria de Controle de Fontes Poluidoras (DPRH), a respeito do material misterioso que está sendo encontrado nas praias. O informativo diz que o órgão coletou amostras para análise preliminar e constatou que se tratava de um polímero – um tipo de plástico ou borracha.
Segundo a CPRH, o material se assemelha visualmente a um objeto conhecido como defensa de portos ou barcos, que são usados para diminuir o impacto das embarcações no cais do Porto. Ainda de acordo com o estudo, as caixas se encontravam em alto-mar e podem ser fruto de um naufrágio ou uma carga de defensas sem condições de uso.
A Agência Estadual de Meio Ambiente ainda relatou que irá orientar aos municípios onde os materiais foram encontrados sobre o descarte correto dos resíduos após mais uma etapa de análises. A respeito da origem, o órgão está solicitando o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Capitania dos Portos para identificar o responsável.


Fonte Op9


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