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domingo, 16 de dezembro de 2018

Corpo de menina sequestrada foi encontrado pelo pai em Ribeirão


''Foi uma situação muito dolorosa'', disse o pai de Maria Irlaine, que havia sido levada pelo padrasto, na segunda-feira (11)


O pai da vítima esteve no IML neste domingo (15) / Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem


O corpo da menina Maria Irlaine Dantas da Silva, de 10 anos, que havia sido sequestrada pelo padrasto na segunda-feira (11), foi encontrado pelo pai, o pedreiro João Pereira, neste sábado (15), em Ribeirão, Zona da Mata Sul de Pernambuco. De acordo com ele, o corpo da criança não estava enterrado, mas apenas coberto por folhas e próximo ao local onde o corpo padrasto foi achado, na semana passada.
  • "Antes de ontem fomos eu e meu co-cunhado fazer uma busca de motocicleta. Procuramos muito, mas não encontramos. Se eu tivesse ido mais para baixo nesse dia eu teria encontrado. Já muito cansados, fomos embora. Ontem eu aluguei um carro e juntei uma equipe de moradores, desconhecidos. Liguei para Ribeirão e o povo da Vila Bandeirantes deu uma grande força para a gente, umas 15 pessoas. Aí enchemos uma boia e uma turma saiu por dentro do rio. Outros foram por um lado e outros por outro lado. Fomos descendo de onde ele [o padrasto] se enforcou para baixo, uns 550 metros, e encontramos o corpo dela debaixo de uma moita, coberto. Foi uma situação muito dolorosa mesmo, triste, um crime muito bárbaro", relatou João.
"Foi a gente que se reuniu e correu atrás. Se a gente não corre atrás eu acho que ela ia se acabar ali mesmo e iam achar só os ossos. Ela era uma bênção de Deus. A pessoa não sabe nem explicar de tão boa que ela era", continuou. 

O reconhecimento do corpo está sendo feito no Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, área central do Recife. “Familiares identificaram uma pintura que a criança fez na unha de um dos pés, com o desenho de uma borboleta, o que facilitou a identificação”, explicou o delegado Mamedes Xavier da delegacia do Cabo de Santo Agostinho. 

João Pereira foi casado com a mãe da menina durante 16 anos. Os dois estavam separados há dois anos, quando a mãe da criança começou a se relacionar com José Carlos da Silva, de 41 anos. Ainda de acordo com João, o padrasto não queria que ele convivesse com a filha e a última vez que viu a menina foi há cerca de seis meses. 

O delegado informou ainda que não foi confirmado como ocorreu a morte da criança e nem se houve algum tipo de violência sexual. Exames que serão feitos até a próxima semana vão apontar a causa da morte. Segundo o ex-prefeito de Barra de Guabiraba Alberto George, um exame de DNA da menina e um exame sexológico foram solicitados pelo delegado de Ribeirão.




Fonte JcOnLine


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