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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Pernambuco tem mais de três atendimentos por picada de escorpião por dia em 2018



Centro de Assistência Toxicológica foi acionado 1.349 vezes para esse tipo de caso, de um total de 4.707 chamados por intoxicação e acidente com animais peçonhentos.


Picadas de escorpião exigem cuidados específicos — Foto: Miva Filho/Secretaria de Saúde

O Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox) registrou 4.707 casos de intoxicações e acidentes com animais peçonhentos em 2018. Do total, 1.349 foram para casos de picada de escorpião, o que representa uma média diária de 3,7 atendimentos por dia.


O Ceatox é uma central ligada à Secretaria de Saúde e funciona 24 horas por dia, auxiliando profissionais de saúde e a população em geral nos casos de intoxicações e acidentes com animais peçonhentos.

O número de atendimentos em 2018 representa uma ampliação de 3,7% em relação a 2017, quando foram 4.537 atendimentos feitos pelo centro. O balanço anual foi divulgado nesta terça-feira (15).

A maior parte dos casos está relacionada a picadas, não só de escorpião, como também de outros animais peçonhentos, totalizando foram 2.028 chamados. Somente serpentes, foram 493 ocorrências.

No caso das cobras, é possível entrar em contato com o Ceatox para saber qual unidade de saúde procurar para que seja aplicado o soro antiofídico. Quanto mais rápida a assistência for dada, menor o risco de sequelas e óbitos.

O Ceatox lembra que, no caso picadas de animais peçonhentos em geral, a orientação é lavar a área com água e sabão, seguindo para uma central de saúde.

Picadas de escorpião exigem cuidados específicos — Foto: Miva Filho/Secretaria de Saúde Picadas de escorpião exigem cuidados específicos — Foto: Miva Filho/Secretaria de Saúde
Picadas de escorpião exigem cuidados específicos — Foto: Miva Filho/Secretaria de Saúde

Em segundo lugar estão as intoxicações envolvendo remédios, que totalizaram 1.292 ocorrências em 2018.

O Ceatox alerta, ainda, para a utilização do agrotóxico conhecido como ‘chumbinho’, e vendido erroneamente como inseticida: foram 313 ocorrências de intoxicação relacionadas ao chumbinho ao longo do ano.

Através de uma ligação gratuita para o centro, no telefone 0800 722 6001, é possível conseguir outras orientações, como a unidade de saúde mais próxima, por exemplo. Confira abaixo as unidades para tratamento de acidentes com animais peçonhentos no estado:

Hospital da Restauração – Recife (cobra e escorpião)
Hospital Jaboatão Prazeres - Jaboatão dos Guararapes (escorpião)
Hospital João Murilo - Vitória de Santo Antão (escorpião)
Hospital Belarmino Correia - Goiana (escorpião)
Hospital Mestre Vitalino – Caruaru (cobra e escorpião)
Hospital Regional Ruy de Barros Correia – Arcoverde (cobra e escorpião)
Hospital Professor Agamenon Magalhães - Serra Talhada (cobra e escorpião)
Hospital Regional Inácio de Sá – Salgueiro (cobra e escorpião)
Hospital Regional Fernando Bezerra - Ouricuri(cobra e escorpião)
Hospital Universitário – Petrolina (cobra e escorpião)
O que fazer em caso de acidente:
Procure atendimento médico imediatamente;
Informe ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal, como: tipo de animal, cor, tamanho, entre outras;
Se possível, e caso tal ação não atrase a ida do paciente ao atendimento médico, lave o local da picada com água e sabão (exceto em acidentes por águas-vivas ou caravelas), mantenha a vítima em repouso e com o membro acometido elevado até a chegada ao pronto socorro;
Em acidentes nas extremidades do corpo, como braços, mãos, pernas e pés, retire acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, fitas amarradas e calçados apertados;
Não amarre (torniquete) o membro acometido e, muito menos, corte e/ou aplique qualquer tipo de substancia (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada;
Especificamente em casos de acidentes com águas-vivas e caravelas, primeiramente, para alívio da dor inicial, use compressas geladas de água do mar. A remoção dos tentáculos aderidos à pele deve ser realizada de forma cuidadosa, preferencialmente com uso de pinça ou lâmina. Procure assistência médica para avaliação clínica do envenenamento e, se necessário, realização de tratamento complementar;
Não tente “chupar o veneno”, essa ação apenas aumenta as chances de infecção local.

Fonte G1 Pernambuco


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