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sexta-feira, 24 de maio de 2019

'Ninguém é obrigado a continuar como ministro meu', diz Bolsonaro sobre fala de Paulo Guedes


Presidente deu declaração após reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, no Recife. Ministro da Economia afirmou a revista que vai 'embora para casa' se reforma não for aprovada.

Ministro Paulo Guedes disse que pode renunciar ao cargo se a reforma da Previdência pretendida pelo governo não sair — Foto: José Cruz/Agência Brasil


O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta sexta-feira (24) no Recife (PE) que ninguém é obrigado a continuar como ministro, em referência à declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a possibilidade de saída do ministério se não for aprovada a reforma da Previdência pretendida pelo governo.

Em entrevista à revista "Veja", Guedes afirmou que vai "embora para casa" se perceber que a reforma não será aprovada.

"Ninguém é obrigado a continuar como ministro meu. Logicamente, ele está vendo uma catástrofe. E é verdade, concordo com ele, se nós não aprovarmos uma reforma muito próxima da que nós enviamos para o parlamento. Então, o Paulo Guedes não é nenhum vidente, não precisa ser, para entender que o Brasil mergulha num caos econômico sem a aprovação dessa reforma", afirmou Bolsonaro.


 A declaração do presidente foi dada após a reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), no Recife. Nesta primeira visita ao Nordeste desde que foi eleito, Bolsonaro também pediu apoio dos nove governadores da região e de Minas Gerais, presentes no evento, para a aprovação da reforma da Previdência.

"É uma reforma-mãe. Se você não fizer isso, não terá nossas contas ajustadas e ninguém nem de fora nem de dentro vai querer investir no país. É um apelo que nós fazemos, aí não tem partido político", disse.

Acréscimo para o FNE
Durante o evento, o governo federal, por meio do ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, anunciou um acréscimo de R$ 4 bilhões para o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), ainda em 2019.

"Vai passar de R$ 23,7 bilhões para R$ 27,7 bilhões, sendo R$ 3 bilhões para infraestrutura e R$ 1 bilhão para o Programa Nacional de Microcrédito", afirmou o Ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

"Os recursos são um retorno do investimento. O FNE faz financiamento. O BNB fez revisão das estimativas e esse valor está voltando dos financiamentos que foram feitos. Ou seja, menor inadimplência, pagamento em dia trouxe uma estimativa maior para os investimentos", detalhou Canuto.

Após o evento, o governador da Paraíba, João Azevedo, afirmou que foi aceita a proposta dos gestores estaduais de destinar 30% do fundo ao desenvolvimento da infraestrutura dos estados. "Saímos daqui com a possibilidade de ter parte das ações previstas para esse plano com alguma fonte de financiamento", disse.



Reunião no Recife
Na primeira visita que fez ao Nordeste desde que foi eleito, Bolsonaro participou de uma reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) no Recife, junto com os ministros de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

Estavam presentes na reunião os governadores Paulo Câmara (PE), Camilo Santana (CE), Fátima Bezerra (RN), Rui Costa (BA), Wellington Dias (PI), Renan Filho (AL), João Azevedo (PB), Flávio Dino (MA), Belivaldo Chagas (SE) e Romeu Zema (MG). Durante o evento, o presidente pediu ajuda dos governadores para a aprovação da reforma da Previdência.

Do Recife, Bolsonaro segue para Petrolina, no Sertão de Pernambuco, onde participa da cerimônia de inauguração do Residencial Morada Nova, composto por 472 unidades habitacionais.


Fonte G1


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