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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Alepe promove solenidade para lembrar três décadas da morte de Luiz Gonzaga


Nascido em Exu (Sertão do Araripe), em 1912, e falecido no Recife, em 1989, aos 76 anos, Luiz Gonzaga é considerado um dos maiores ícones da cultura popular brasileira. Para lembrar a passagem dos 30 anos da morte do Rei do Baião, a Assembleia Legislativa realizou uma Reunião Solene, nesta quarta (4), que contou com a presença de artistas e admiradores do músico. A iniciativa foi proposta pelo deputado Antônio Moraes (PP).
Reunião Solene em Memória dos 30 anos da Morte do Rei do Baião, Luiz Gonzaga

Filho de Januário José Santos, lavrador e sanfoneiro, e de Ana Batista de Jesus, agricultora e dona de casa, desde criança, Luiz Gonzaga interessou-se pela sanfona de oito baixos do pai, a quem ajudava tocando zabumba e cantando em festas religiosas. Aos 18 anos, deixou Exu, seguiu para o Crato (CE) e alistou-se no Exército, ficando por dez anos. Depois, embarcou para o Rio de Janeiro, onde seu talento foi revelado e compôs inúmeros sucessos. Fez parcerias com diversos autores, entre eles o advogado cearense Humberto Teixeira.
Ao longo da carreira, o artista gravou mais de 200 discos, vendeu mais de 30 milhões de cópias e se tornou inspiração para muitos cantores, como Elba Ramalho, Fagner e Alceu Valença. Suas músicas relatam a realidade do povo nordestino. Em 2012, teve a carreira e a relação com o filho, o cantor e compositor Gonzaguinha, retratadas no filme Gonzaga: de Pai pra Filho, dirigido por Breno Silveira.

Reunião Solene em Memória dos 30 anos da Morte do Rei do Baião, Luiz Gonzaga
“Qualquer lista que selecione apenas algumas composições de Gonzaga está fadada a ser incompleta”, frisou o deputado Tony Gel (MDB), que abriu a cerimônia. Segundo o parlamentar, o Rei do Baião deixou nosso convívio, mas seu legado ficará eternamente vivo na cultura e nas tradições do Nordeste.
Antônio Moraes afirmou que é de suma importância relembrar esse artista completo, que dedicou sua vida e obra a cantar o Nordeste, tornando-se, assim, um dos maiores símbolos do Estado e do Brasil. “Ele deixou vários herdeiros na música popular brasileira. Sua memória terá de ser sempre reverenciada”, salientou.
O administrador do Parque Aza Branca, em Exu, Francisco Parente Júnior, recebeu uma placa comemorativa da Alepe. Ele agradeceu a homenagem e lembrou “que Luiz Gonzaga é a voz e a imagem do Sertão pernambucano.” Também ganharam placas alusivas à data o radialista Geraldo Freire e o diretor da Rede Globo Nordeste Arísio Coutinho, pela divulgação da cultura nordestina e das obras do Rei do Baião. Ambos, no entanto, não puderam comparecer.





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