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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Em três meses, açude de Boqueirão perde mais de 23 milhões de m³ de água na PB


Açude está sem receber águas da transposição, mas órgãos de controle descartam racionamento.


Volume do Açude de Boqueirão, no Cariri da PB perdeu 23 milhões de metros cúbicos de água nos últimos três meses. — Foto: Artur Lira/G1/Arquivo

Nos últimos três meses, o açude Epitácio Pessoa, conhecido como Açude de Boqueirão, no Cariri paraibano, teve uma redução de 23 milhões de metros cúbicos de água - uma queda de 18%. Além de não receber mais águas da transposição do Rio São Francisco desde fevereiro, o reservatório abastece 19 cidades e ainda é usado para perenizar o Rio Paraíba.

Segundo os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB), no último dia 1º de junho o açude estava com o maior volume registrado no ano: 122,7 milhões de m³ de água, o que correspondia a 26,3% da capacidade total do açude. Na sexta-feira (30), o reservatório estava com 99 milhões de m³ de água, que correspondem a 21,2% do volume total.

Desde o mês de fevereiro o bombeamento da transposição que leva a água do Rio São Francisco para a Paraíba foi suspenso, devido à necessidade de manutenções. Desde então, o açude tem recebido apenas recargas por meio das chuvas na região. Segundo a Aesa, o período comum de chuvas na região já acabou.

Uso da água

O açude de Boqueirão é usado para abastecer a população de Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano. Além disso, ele também está sendo usado para perenizar o Rio Paraíba e levar água até a barragem de Acauã, que fica no município de Itatuba.

Redução da vazão

Do dia 8 de julho até a quinta-feira (29), a comporta do açude estava aberta e liberando 2 mil litros de água por segundo para a barragem de Itatuba, que atende a população de 11 cidades. Nesta quinta-feira, a vazão foi reduzida de 2 mil litros para 300 litros por segundo. Isso ocorreu porque o açude de Acauã já atingiu um volume satisfatório. A saída reduzida em 85% permite a garantia de segurança ecológica no Rio Paraíba.



Fonte G1


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