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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Camaragibe sinaliza interesse em adesão de escola cívico-militar




Entre os dias 4 e 11 de outubro, as prefeituras deverão solicitar participação ao MEC.




Após negativa do governo de Pernambuco ao programa que pretende implantar escolas no modelo cívico-militares, a prefeita em exercício de Camaragibe, Dra. Nadegi Queiroz, disse ao Portal de Prefeitura que acha importante conhecer a proposta do MEC, “eu acho interessante, bastante possível e tenho respeito por esse programa do presidente”, disse a Gestora. 
De acordo com a prefeita o assunto está sendo debatido com a Secretaria de Educação,  “podemos até ter o interesse de aderir, mas precisamos ver questões como manutenção dessas escolas, qual a opinião do nosso grupo sobre esse modelo e através da Secretaria de Educação do município estabelecer uma conversa prévia sobre o assunto”, argumentou Nadegi.
No município a única escola que poderia aderir ao programa seria a Escola Municipal São José, por atender um dos requisitos do MEC, que é ter alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. 
Como funciona o programa: 
Entre os dias 4 e 11 de outubro, as prefeituras deverão solicitar participação. Podem solicitar a participação, inclusive os municípios em estados que não aderiram ao programa. O modelo chegará, em 2020, a 54 escolas. O objetivo é selecionar duas instituições de ensino em cada estado. 
Aderiram ao programa as seguintes unidades da Federação: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Orçamento
O MEC vai liberar R$ 54 milhões para o programa em 2020, sendo R$ 1 milhão por escola. Segundo Weintraub, ministro da Educação, o orçamento está garantido. “No ano que vem a situação do orçamento começa a ficar mais normalizada. A gente pegou o país quebrado. O orçamento do ano que vem já é o orçamento que a gente fez. Está apertado, está difícil, mas sem surpresa negativa, sem inconsistências”.
O dinheiro será investido no pagamento de pessoal em algumas instituições e na melhoria de infraestrutura, compra de material escolar e reformas, entre outras intervenções.
As escolas em que haverá pagamento de pessoal são as que fizerem parceria com o MEC e o Ministério da Defesa, que contratará militares da reserva das Forças Armadas para trabalho nos estabelecimentos. A duração mínima do serviço é de dois anos, prorrogável por até dez anos, podendo ser cancelado a qualquer tempo. Os profissionais vão receber 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar.
Os estados poderão ainda destinar policiais e bombeiros militares para apoiar a administração das escolas. Nesse caso, o MEC repassará a verba ao governo, que, em contrapartida, investirá na infraestrutura das unidades, com materiais escolares e pequenas reformas.
Os militares irão atuar como monitores, acompanhando os alunos e fazendo contato com as famílias. Exercerão atividades como supervisão escolar e psicopedagogia, preservando, as atribuições exclusivas dos docentes. Atuarão também no fortalecimento de valores éticos e morais e exercerão ainda funções administrativas para aprimorar a infraestrutura das escolas e a organização escolar.
Escolha das escolas
Para participar da seleção, os colégios públicos devem ter de 500 a mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental ou do ensino médio. Terão preferência as escolas com estudantes em situação de vulnerabilidade social e com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que mede a qualidade das escolas, abaixo da média dos estados. 
Além disso, a comunidade escolar precisa aprovar o modelo. O MEC disponibilizou o passo a passo para a realização da consulta à comunidade. A orientação está disponível na internet.
Fonte Portal de Prefeituras


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