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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Quatro estados do Nordeste na mira do corte de salários dos servidores


Entre as medidas do pacote econômico anunciado pelo governo federal uma atinge diretamente os servidores públicos e os estados considerados mais endividados. De acordo com a proposta, caso seja aprovada no Congresso, os estados podem reduzir em até 25% da jornada de trabalho dos funcionários públicos com corte proporcional de salários.
 (Foto: Agência Brasil)


A medida pode ser aplicada em estados que tenham mais de 95% das receitas correntes comprometidas por despesas correntes. Segundo recente levantamento do Tesouro Nacional, 12 estados se enquadram nessa situação. Entre eles quatro são da região Nordeste: Maranhão, Sergipe, Bahia e Pernambuco. O assunto repercutiu, ontem, entre os governadores que participaram da reunião do Consórcio Nordeste. Paulo Câmara, na condição de porta-voz do grupo, foi taxativo. “São debates que precisam ter ref lexão. Precisa ter capacidade de diálogo. Envolve muita gente. Envolve a vida das pessoas.

É preciso ver o funcionamento do serviço público, da máquina estatal. Então, tem que ser tratado com muita responsabilidade”, ressaltou o socialista.O governador também ressaltou a falta de um “diálogo prévio” sobre a medida. “Agora, o que podemos fazer é analisar esse projeto e dar as nossas contribuições e ver o que é possível melhorar nos serviços públicos oferecidos ao Brasil. Vamos ficar muito atentos a esses temas porque eles envolvem muitas questões e precisam ser amadurecidos e discutidos”, frisou Paulo.

A proposta, que é defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, também provocou reação contrária de representantes da categoria.Na avaliação de Renilson Oliveira, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Estado de Pernambuco, a medida, se aprovada, vai impactar na economia de Pernambuco. “Se diminuir um quarto do salário do servidor público, é uma redução brutal que vai diminuir essa injeção financeira diretamente na economia local porque vai reduzir o poder de compra. Essa PEC tem o conteúdo completamente destrutivo, não vai gerar economia. Ela mira em retirar mais direitos do servidor público”, afirmou o sindicalista.

PENSAMENTO

O ministro da Economia, Paulo Guedes, no entanto, pensa diferente. Em recentes entrevistas, antes mesmo da proposta ser encaminhada ao Congresso, ele defendeu a medida. “Queremos Estado que nos sirva, um Estado de servidores e nãode autoridades. Tem estados que gastam hoje 80% do orçamento apenas para manter a máquina. Um país em crise não pode ter essa concessão automática de aumentos (salariais), é preciso uma trava”, justificou o ministro em declaração publicada na revista Veja.


Fonte Diairio de Pernambuco

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