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sábado, 7 de dezembro de 2019

Situação melhorou, mas intolerância religiosa ainda perdura no Morro da Conceição


A perseguição, principalmente com as religiões de matriz africana, existiu durante boa parte da história




Comunidade abraça todas as religiões, mas preconceito continua / Foto: Léo Motta/JC Imagem


Se hoje o clima é de paz entre as religiões que dividem espaço no Morro da Conceição, a realidade nem sempre foi assim. A perseguição, principalmente com as religiões de matriz africana, existiu durante boa parte da história. E o preconceito ainda perdura. Como forma de dar um basta à intolerância religiosa, a 115ª edição da Festa do Morro incluiu no período pré-festa, pela primeira vez, uma celebração inter-religiosa, que contou com a presença de católicos, umbandistas, juremeiros evangélicos, candomblecistas e espíritas kardecistas.




Há 32 anos, quando começou a seguir o candomblé, José Bonfim encontrou outra realidade. “Era muita perseguição. Os terreiros precisavam ficar escondidos nos fundos das casas, era muito difícil”, lembra. A situação era ainda pior durante a ditadura militar, entre as décadas de 1960 a 1980. “Próximo aos anos 1980, existia muita repressão. Era polícia batendo, levando preso. Éramos proibidos de tocar, de manifestarmos nossa fé”, conta Pai Bonfim. Por consequência, os terreiros foram, aos poucos, parando de atuar.
Para Bonfim, ainda que a situação tenha melhorado, o preconceito é uma realidade enfrentada diariamente. “Não só o candomblé, mas as religiões de matriz africana, de forma geral, são vistas como algo do mal. A gente precisa e quer semear a paz e a união entre as religiões”, defende.


Fonte JcOnLine



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