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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Pernambuco vai receber mais uma empresa operadora de biogás


De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a projeção para os próximos 20 anos é que aproximadamente cerca de 50% da energia do país venha de fontes limpas. Endossando esta perspectiva, ainda neste mês, a Órigo Energia, uma das líderes em geração distribuída compartilhada no país e especialista em energia solar, começa a atuar no ramo de biogás, iniciando esta etapa nacional por Pernambuco. 

A Órigo Energia, especialista em energia solar, começa, por Pernambuco, a operar nacionalmente neste segmento, de acordo com o CEO, Surya Mendonça. (Foto: Rafael Esper)

Antes disso, em dezembro do ano passado, entrou em operação, no aterro sanitário de Petrolina, a primeira usina de biogás do sertão com capacidade de 1 MW e expectativa de geração de energia de 8.240 MW/h por ano. Já a Usina instalada no Centro de Tratamento de Resíduos de Pernambuco (CTR-PE), em Igarassu, desde novembro de 2019, está com dois motores funcionando e promete dobrar sua capacidade de geração de energia, a partir de fevereiro deste ano.

A Órigo planeja disponibilizar duas fazendas próprias de biogás em Igarassu, no primeiro semestre de 2020, cada uma com capacidade de geração de 1MW. Ambas se utilizarão do formato que depende do aterro sanitário para gerar energia. Nesta etapa inicial, o investimento em Pernambuco é de R$ 20 milhões, mas há planos de aumentar a operação a partir do segundo semestre. “Temos um orçamento previsto para o Brasil, em 2020, de R$ 200 milhões, caso a definição para as regras de geração compartilhada sejam justas. Nossa meta, até o final do primeiro semestre de 2020, é que mil pequenas e médias empresas de Pernambuco tenham acesso a esta energia sustentável”, afirma o presidente da Órigo, Surya Mendonça. Até o momento, a empresa já possui acordo com 300 delas, notadamente do ramo de alimentação e atividades físicas como restaurantes, açougues, mercearias, bares e academias. Todas contarão com a redução de até 10% no valor da conta de luz que o modelo é capaz de oferecer. Surya explica que a Órigo oferece uma assinatura mensal que permite aos clientes alugarem cotas de unidades que usam o biogás para gerar energia limpa. “O que é produzido na usina torna-se crédito para elas, que descontam este valor ao fim do mês na conta tradicional”, explica. 


Para sua entrada no mercado pernambucano, a empresa conta com a parceria da ENC, instituição que já atua na região. Surya ressalta o benefício econômico e social que o modelo de geração compartilhada é capaz de proporcionar aos consumidores. “O serviço da Órigo em Minas Gerais é bem-sucedido pois permite a pequenos e médios comerciantes, base da pirâmide econômica brasileira, reduzir os gastos com a conta de luz e, consequentemente, reinvestir no próprio negócio, contratar novos funcionários e outras iniciativas que estimulam o crescimento destes comércios e fomentam a economia local”, afirma.

Atualmente, a Órigo Energia possui nove fazendas solares em Minas Gerais, cinco delas conectadas com a rede de distribuição local e com capacidade para atender três mil PMEs no estado. A oferta de energia gerada por biogás também será oferecida pela empresa, em Minas Gerais, ainda neste semestre.

O que é - Biogás é o nome comum dado a uma mistura de gases produzida pela decomposição biológica da matéria orgânica na ausência de oxigênio. Geralmente, em uma mistura gasosa composta principalmente de gás metano (CH4) e gás carbônico (CO2), com pequenas quantidades de gás sulfídrico (H2S) e umidade.

Como é produzido – naturalmente, em qualquer local submerso em que o oxigênio atmosférico não consiga penetrar, como pântanos, fundo de copos d'água, intestino de animais, ou de forma antrópica como em aterros sanitários e usinas de biogás. A biomassa, principal fonte para o biogás, é considerada um resíduo sólido, sendo encontrada em restos de alimentos, resíduos de madeira, palha do arroz, bagaço da cana-de-açúcar, esterco de animais e entre outras formas. 

Utilização - como gás combustível em substituição ao gás natural ou gás liquefeito de petróleo (GLP), ambos não-renováveis. Pode ser utilizado na geração de energia elétrica, por meio de geradores ou como energia térmica, na produção rural. Alguns exemplos são o aquecimento de instalações para animais sensíveis ao frio ou no aquecimento de estufas de produção vegetal.


Fonte Diario de Pernambuco


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