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terça-feira, 9 de junho de 2020

OMS esclarece que assintomáticos transmitem coronavírus: 'a questão é saber quanto'


'Absolutamente convencidos de que a transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo', afirma organização após representante dizer nesta segunda que esse tipo de contágio 'parece ser raro'.


 Maria van Kerkhove, chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde, em transmissão nesta terça-feira, 9 de junho — Foto: Reprodução/OMS


A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira (9) que pessoas assintomáticas transmitem coronavírus – "a questão é saber quanto", segundo a entidade. O esclarecimento foi feito um dia depois de a chefe do programa de emergências da entidade, Maria van Kerkhove, declarar que parece ser "rara" a transmissão da Covid-19 por pacientes sem sintomas da doença.


"Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo, a questão é saber quanto", disse nesta terça o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan.

Pacientes assintomáticos são capazes de transmitir Covid-19; cientistas explicam

Kerkhove também voltou a se pronunciar nesta terça. Ela disse que recebeu "muitas mensagens da noite para o dia" e que achou importante esclarecer o mal-entendido. Também explicou que as pesquisas estão em andamento.


"A maioria das transmissões que conhecemos ocorre por pessoas com sintomas que transmitem o vírus por meio de gotículas infectadas. Mas há um subconjunto de pessoas que não desenvolvem sintomas", afirmou.


"Para realmente entender quantas pessoas não têm [os sintomas], pois ainda não temos essa resposta, existem algumas estimativas. Elas sugerem que entre 6% e 41% da população podem estar com o vírus, mas não apresentar os sintomas."


Maria van Kerkhove completou: "Acho que é um mal-entendido afirmar que uma transmissão assintomática globalmente é muito rara, sendo que eu estava me referindo a um subconjunto de estudos. Também me referi a alguns dados que ainda não foram publicados, e essas são as informações que recebemos de nossos Estados-Membros".


Ao analisar o tema nesta segunda-feira, Kerkhove citava dados de países com grande capacidade de testagem e rastreio. Além disso, ela disse que, em alguns casos, quando uma segunda análise dos supostos casos assintomáticos é feita, descobre-se que os pacientes tiveram, na verdade, leves sintomas da infecção.




Fonte G1


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