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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Governo de PE libera aulas presenciais do ensino fundamental e infantil na rede privada


 Anúncio foi feito pelo secretário estadual de Educação, Fred Amâncio, na tarde desta quinta-feira (29).



O Governo de Pernambuco anunciou as datas das retomadas das aulas presenciais nas escolas particulares para os ensinos fundamental e infantil. O anúncio foi feito pelo secretário estadual de Educação, Fred Amâncio, na tarde desta quinta-feira (29).

A parir do dia 10 novembro os alunos 6º ao 9º ano do fundamental voltarão às aulas. Já no dia 17 do mesmo mês, será a vez dos alunos  do 1º ao 5º ano do fundamental e no dia 24 de novembro, os estudantes do Ensino Infantil poderão participar das aulas presenciais.

“As escolas cumpriram bem o protocolo, o que nos permite dar um próximo passo. A partir disso, estaremos autorizando a retomada das aulas presenciais para aquelas famílias que autorizarem os filhos para os anos finais do ensino fundamental, ou seja, do 6º ao 9º ano, a partir do dia 10 de novembro. A partir do dia 17 de novembro, estará autorizada a retomada para os anos iniciais do ensino fundamental, ou seja, do 1º ao 5º ano. Na última etapa, nós estaremos autorizando a retomada da educação infantil, a partir do dia 24 de novembro”, disse Fred Amâncio.

Rede Pública 

Na rede pública de ensino, as aulas presenciais para os ensinos fundamental e infantil ainda estão sem datas definidas.

Retorno 

Estudantes do segundo ano do Ensino Médio da Rede Estadual voltaram, na terça-feira, 26 de outubro, às aulas presenciais. Esse processo faz parte do plano de retomada gradual das aulas presenciais no estado após suspensão, em 18 de março, devido à pandemia da Covid-19.

Todas as escolas estão prontas para receber estudantes, professores e demais profissionais e seguem um rigoroso protocolo de segurança estabelecido pela Secretaria Estadual de Saúde para evitar contaminação do novo coronavírus.

Este processo segue até o dia 03 de novembro, com o retorno dos estudantes do primeiro ano, Ensino Técnico Concomitante, Subsequente e da Educação de Jovens e Adultos também retomam.

Na Escola de Referência em Ensino Fundamental e Médio (EREMFM) Polivalente de Abreu e Lima os estudantes foram recepcionados ao som da Banda Marcial Vânia Araújo. Os alunos seguiram para as salas em fila indiana e respeitando o distanciamento social de 1,5 metros.

Os estudantes que aderiram ao retorno das aulas presenciais responderam a uma enquete feita pela gestão da escola para saber quem estava disposto a aderir essa modalidade. Os alunos que optaram por não retornar nesse momento assistirão aulas remotas.

A EREMFM Polivalente de Abreu e Lima conta com um rigoroso protocolo sanitário para evitar o contágio do novo coronavírus. Para isso, a unidade de ensino disponibilizou totens espalhados pelos corredores, aferição de temperatura corporal, pias para higienização das mãos, dispenser de álcool em gel em cada entrada de sala, máscara e faceshield para professores e demais profissionais, tapetes sanitizantes e cartazes de orientação.

“O nosso maior desafio é ter esse controle de cumprimento do protocolo de segurança. Nós sabemos que quando se trata de saúde, a preocupação se torna maior porque mexe com o nosso emocional. Nestes primeiros dias vamos fazer uma recepção diferente com conversas sobre as mudanças e adaptações do nosso plano de aula”, destacou o gestor da escola, Isaias Julio.

A expectativa para voltar às aulas era grande. O desejo de reencontrar os amigos e professores após longos sete meses de isolamento social deixou a estudante Graciete Vitória com mais vontade de querer retornar à escola. Tomando todos os cuidados necessários e respeitando as normas técnicas sanitárias, a jovem foi uma das primeiras alunas a chegar neste primeiro dia de aula.

“As aulas presenciais são mais explicativas e a gente consegue prestar mais atenção nos assuntos abordados pelos professores. Infelizmente, nem todos os estudantes irão retornar, mas espero poder reencontrá-los em breve”, observou.

Na EREM Maria Vieira Muliterno, também em Abreu e Lima, as turmas foram divididas por cores. Cada turma tem aproximadamente 20 alunos para atender de maneira segura os protocolos de segurança estabelecidos pela Secretaria Estadual de Saúde. Logo no início da aula, os alunos receberam um kit com caderno, lápis, caneta e máscaras.

De acordo com o gestor da escola, Elias José da Silva, esse retorno impõe um desafio maior que o comum.

“Não imaginávamos que iríamos passar por uma situação dessa e tivemos que nos reinventar. No decorrer do tempo nós fomos observando as necessidades e criando mecanismos de adaptação para poder receber os estudantes novamente na escola. Tudo foi criado com muito diálogo entre os professores”, ponderou.

O professor de língua portuguesa da EREM Maria Vieira Muliterno, Alceu Joventino, foi um dos que se adaptaram à nova realidade, que é o ensino remoto. De acordo com ele, essa modalidade fez com que os estudantes não ficassem sem os conteúdos educativos, além de ter sido uma oportunidade para estabelecer um contato maior com as famílias.

“No início foi uma tremenda dificuldade porque eu não tinha esse hábito de usar a internet para dar aula. Mas com o passar do tempo, a gente foi se adaptando e vendo resultados satisfatórios. Mas ainda assim, não há comparação com a aula presencial. O conteúdo dado na aula online dificulta o entendimento dos estudantes, mas reconhecemos que esse período específico foi oportuno para evitar um hiato entre o ensino público e o privado”, avaliou.

“O retorno das aulas presenciais vai dar mais possibilidade de aprendizagem aos estudantes. Com esse retorno, vamos dar a oportunidade ao estudante de ter acesso à internet e de fazer as atividades que estavam em déficit, além de ter acesso a equipamentos que antes eles não tinham”, analisou Edson Júnior, gestor da EREM Eurico Pfisterer, localizada em Cruz de Rebouças.

É importante destacar que este retorno dos estudantes é opcional, e no caso dos menores de idade, a decisão de voltar à escola caberá aos pais ou responsáveis. Não irão retornar os alunos, professores e demais profissionais da Educação com fatores de risco, como os maiores de 60 anos.


Fonte Portal de Prefeituras

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