AGORA NO BLOG...

sábado, 5 de dezembro de 2020

Bolsonaro: “Se fecharem de novo, não tem como socorrer”


 Bolsonaro também disse que a situação no Brasil só não ficou pior nos períodos iniciais da pandemia, pois o país implementou ações para socorrer os mais necessitados.



Ao falar da pandemia do novo coronavírus, o presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro disse que o Governo Federal não terá como socorrer a Economia, caso os estados e municípios optem por fechar os estabelecimentos comerciais por conta de uma possível segunda onda da Covid-19 no país.

Bolsonaro também disse que a situação no Brasil só não ficou pior nos períodos iniciais da pandemia, pois o país implementou ações para socorrer os mais necessitados.

“Os números agora apontam que o Brasil está voltando à normalidade. Mas não podemos fechar de novo tudo. Se fechar, o governo não tem mais como socorrer a esses necessitados [beneficiados pelo auxílio emergencial]. Ultrapassamos a nossa capacidade de endividar”, disse o presidente.

O chefe da nação também disse que o “fica em casa e a economia vem depois” não deu certo e que a união “ultrapassou a capacidade de endividamento”.

Leia também:
>> Bolsonaro edita MP de isenção da conta de luz para moradores do Amapá

Pedido

O presidente Jair Bolsonaro fez um apelo, na quinta-feira 3 de dezembro, para que a população economize energia elétrica. Em sua live semanal, transmitida pelas redes sociais, Bolsonaro alertou sobre o baixo nível de água nos reservatórios de usinas hidrelétricas, que respondem pela maior parte da geração elétrica do país.Bolsonaro, Bolsonaro pede que população economize energia elétricaBolsonaro, Bolsonaro pede que população economize energia elétrica

“Já estamos numa campanha para economizar energia. Tenho certeza que você, que está em casa agora, pode apagar uma luz, evitar o desperdício. Tome um banho um pouquinho mais rápido, que ajuda a manter os reservatórios um pouco mais altos”, afirmou, ao lado dos ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e de Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Bento Albuquerque relatou que o país vive a maior seca dos últimos anos e o nível dos reservatórios das usinas estão em uma situação preocupante.

“Os reservatórios estão muito baixos, presidente. Dentro dos registros que temos no Ministério de Minas e Energia, desde 2000, não se tem uma seca tão grande nos nossos reservatórios do Sul, e desde 2015, nos [reservatórios] do Centro-Oeste e Sudeste do país. E isso nos levou a adotar medidas, como colocar nossas usinas termelétricas gerando energia. 65% da nossa energia é gerada por hidrelétricas, e com os reservatórios de água estando baixos, temos que utilizar as usinas termelétricas para suprir essa energia, gerar segurança de abastecimento e preservar aquilo que temos de água nos reservatórios”, explicou.

Nesta semana, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reativou o sistema de bandeiras tarifárias. A bandeira definida foi a vermelha patamar 2 para o mês de dezembro, a mais alta, com custo de R$ 6,243 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. A medida é adotada sempre que há queda no nível dos reservatórios e o custo da geração de energia aumenta no país.

“Não é maldade da gente, não é pra arrecadar mais. É porque estamos usando energia de fonte mais cara, como termoelétrica, e daí fica bem mais caro pra pagar essa diferença. Por isso que se bota a bandeira a bandeira vermelha a R$ 6 [a cada 100 quilowatts de energia consumida]”, enfatizou Bolsonaro.

Nos próximos dias, de acordo com o ministro de Minas e Energia, o governo vai apresentar uma atualização do Plano Nacional de Energia, que prevê ações no setor até 2050. Um dos objetivos, disse ele, é ampliar a capacidade de geração de energia nuclear para 10 gigawatts.

“Vamos triplicar a geração de energia nuclear, que é fundamental para a manutenção dos nossos reservatórios, porque elas geram 365 dias por ano, e os nossos reservatórios de água poderão ser mantidos na época de escassez de chuva”, destacou.

←  Anterior Proxima  → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário