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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Produção industrial pernambucana tem segundo melhor resultado do Brasil


 Depois de duas quedas consecutivas, em agosto e setembro, a produção industrial de Pernambuco não apenas voltou a mostrar recuperação em outubro como também teve um bom desempenho em relação aos demais estados brasileiros analisados pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. Com crescimento de 2,9%, o estado registrou a segunda maior alta do Brasil, atrás apenas do Paraná, que cresceu 3,4%. Além disso, o desempenho estadual ficou acima da média nacional, que foi de 1,1%. Pernambuco também apresentou variação positiva em todas as comparações: 7,2% sobre outubro de 2019, 2,4% no acumulado do ano e 1,7% no acumulado dos últimos 12 meses.




O desempenho coloca Pernambuco como o único estado brasileiro analisado com todas as variações positivas, inclusive com resultado acima da média nacional em todas elas. No comparativo com outubro de 2019, o Brasil apresentou estabilidade, com crescimento de 0,3%. Porém, nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, a produção industrial nacional caiu 6,3% e 5,6%. No estado foi registrado o melhor desempenho no acumulado do ano entre os locais nacionais. Pernambuco ficou com o segundo melhor resultado em relação a outubro de 2019, atrás de Santa Catarina (7,6%), e na mesma posição no acumulado dos últimos 12 meses, atrás do Rio de Janeiro (2,6%).

"No acumulado do ano, Pernambuco teve o melhor desempenho, impulsionado, principalmente pelo setor de alimentos (12,3%), que não sofreu na pandemia porque é essencial. Mas também por causa da fabricação de produtos de borracha e material plástico (9,3%) e da fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, perfumaria e higiene pessoal (7,4%), que são usados no combate ao coronavírus", explicou Cézar Andrade, coordenador do Núcleo de Economia da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).

Com o resultado alcançado entre janeiro e outubro deste ano, a expectativa é que a produção indústria pernambucana feche 2020 de forma positiva. "Existia uma demanda reprimida e muita gente voltou a consumir. Além disso, a construção civil, que estava fechada, voltou e impulsionou setores como metalurgia, têxteis por conta dos fardamentos e aparelhos domésticos", afirma o economista. O final do ano também gera uma tendência natural de alta na produção. "Nesta época existe uma demanda que geralmente é ampliada para atender as festividades. Mesmo com a proibição das festas aqui no estado, a população continua comprando porque comemora em casa. Ainda tem o retorno da safra da cana de açúcar que impulsiona o setor de alimentos. Então a expectativa é fechar o ano no positivo, acima da média brasileira", concluiu.

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